O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, aumentou alista de declarações polêmicas nos últimos dias após dizer que nem se o Napoli tivesse o dinheiro de toda a Camorra, famosa máfia italiana da região de Nápoles, conseguiria contratar o meia Paulo Henrique Ganso após suposto interesse. A declaração teve impacto tão grande na Itália que, no dia seguinte, a diretoria do Napoli emitiu nota ameaçando processar Aidar. E dois ex-jogadores do clube italiano, que também passaram pelo São Paulo, ajudam a explicar a reação.
Para o ex-atacante Careca, ídolo nos dois clubes, o Napoli processará Aidar “com razão” caso decida acionar a justiça. “Mais uma vez ele foi infeliz. Me surpreende porque ele é uma pessoa culta e preparada. Eu lamento muito, nunca tive problema, nunca vi ou ouvi nada relacionado à Camorra com o futebol napolitano. Falar que é envolvido à máfia? Nunca”, diz Careca.
Além de Careca, que jogou no Napoli entre 1987 e 1993, o ex-volante Alemão, que jogou no clube italiano entre 1988 e 1992 teve o mesmo discurso. Ambos, no entanto, disseram que o clube não luta para tentar desvincular a própria imagem da Camorra, porque nem entra nesse mérito.
“É óbvio, é bem simples de entender porque o Napoli se ofendeu. Ninguém gostaria de ter uma associação a qualquer tipo de problema como esse. É uma coisa bem simples. Se o presidente [Carlos Miguel Aidar] fez essa declaração, foi bem infeliz. Para fazer uma declaração dessa importância, pessoas precisam ter fundamentos”, comenta Alemão, que jogou no São Paulo no fim da carreira, entre 1994 e 1996.
Alemão reforça que o clube nem ao menos se preocupava em orientar os atletas a se distanciarem da Camorra. “Não cheguei nem a ouvir falar dessa aproximação. É um assunto que nunca soube, nem se comenta. Na Europa, na Itália, isso é muito sério. Mas nem de longe ouvi falar alguma coisa do gênero”, afirma.
Careca, que na última eleição são-paulina apoiou a chapa de oposição, de Kalil Rocha Abdalla e Marco Aurélio Cunha, foi quem intermediou a primeira ligação entre Aidar e o Napoli. Aidar era o presidente do São Paulo quando o Napoli tirou Careca do Morumbi. “É absurdo. Fiquei surpreso. Ele foi o presidente na minha época, Juvenal Juvêncio era diretor de futebol. Aidar fez toda a transação. Ele não quis me vender, tive que abrir mão de 25% para poder sair. Mas não queria abrir mão de jogar ao lado do Maradona”, conta o ex-atacante.
Assim como despertou fanatismo de Careca, o argentino Diego Maradona também despertava o interesse dos membros da Camorra. Maradona chegou a ser flagrado em fotos com membros da máfia napolitana durante os anos em que atuou no clube. Para Careca, reação de torcedor, que nada tem a ver com uma associação do clube à máfia.
“Nunca chegaram e me falaram “toma cuidado com isso ou aquilo”. A gente, num restaurante, cinema ou teatro, tem gente de todo tipo, às vezes chegam pessoas para tirar fotos com você e você não sabe de onde elas são. Com o Maradona, algumas vezes chegaram a pegar alguma foto dele. Mas os caras eram malucos por ele, queriam conhece-lo, queriam tirar fotos com ele, também são torcedores. E lá os caras moravam região nobre, como se fosse o Itaim de lá. Era visto quase como um negócio normal. O clube não fazia um carnaval por isso, não”
Fonte: Uol
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Mais uma do UOL
Desculpem mas esta conversa do Napoli estar ofendido não passa de frescura mas muita frescura mesmo . Quem será que se ofendeu em Napoli? Faz favor ! Será que alguem realmente acredita que o Carlos Miguel tenha querido ofender um napolitano sequer ? É óbvio que não . Sou filho de siciliano e se fosse me ofender cada vez que me chamassem de mafioso ou coisa do tipo não haveria psicólogos suficientes no mundo para me curar . Basta uma derrota para as caças as bruxas começar…