Entenda a polêmica envolvendo a equipe feminina do São Paulo

Os últimos dias foram agitados na equipe feminina do São Paulo. Dois pontos marcaram a última semana: a despedida de mais de dez jogadoras do plantel e uma polêmica fomentada após uma postagem realizada por Formiga – um dos maiores nomes do futebol feminino nacional.

O Tricolor paulista se despediu das competições da categoria após cair nas semifinais do Campeonato Brasileiro, derrotado pelo Internacional, e após ser eliminado no Campeonato Paulista – quando as atletas foram derrotadas pelo Santos nas duas partidas da semifinal do estadual.

Na última quarta-feira (14), Lucas Piccinato, até então treinador da equipe, deixou o cargo. O técnico comandou o elenco feminino do São Paulo por quatro anos. Ao todo, foram 131 partidas. Mas Piccinato não foi o único que se despediu do clube recentemente. Além dele, mais de dez jogadoras – entre elas, tanto meninas mais novas, formandas na base do Tricolor, quanto veteranas históricas, como a própria Formiga.

Foram confirmadas as saídas de Clara, Luana, Moniquinha, Sháshá, Yayá, Marcelle, Gislane, Natane, Giovana, Thais Regiana e Formiga. Mas o que mais chamou atenção foram falas polêmicas da volante.

Em seu Instagram, Formiga compartilhou uma postagem da qual revelou que, ao término da temporada, todas as jogadoras que se despediam do time tinham que devolver os uniformes que foram utilizados. Ao que tudo indica, estas roupas – tanto de treino quanto as oficiais para jogos – seriam reaproveitadas por outras atletas no ano seguinte.

Em entrevista ao portal ‘Globo Esporte’, Formiga detalhou melhor a situação. A atleta afirmou que este é um problema que acompanha o elenco feminino há anos, destacando que sob seu ponto de vista, ‘a tendência é piorar’.

– Esse problema de entrega de uniformes já vem desde que o São Paulo retornou. A gente viu polêmica com Cris, estrutura e tal. Infelizmente a gestão que tem hoje, que é a mesma daquela época, só algumas pessoas que mudaram de cargo, mas permanece da mesma forma. Então, terminou a temporada tem que devolver tudo e se não devolver uniformes de treino e viagem não recebe as únicas camisas que têm de jogo. Só recebe se devolver isso. Muitas meninas não vão ficar – disse.

– Tem que ter esse respeito com quem vai chegar. Ficamos chateadas com essa situação porque mesmo saindo de lá a gente quer deixar algo melhor, que as coisas possam mudar para quem está chegando. Mas a tendência é só piorar com quem está lá na diretoria que isso não muda, infelizmente – completou.

De acordo com a postagem compartilhada e pelas falas da jogadora, ainda durante a entrevista citada, algumas camisas também seriam utilizadas para um sorteio, que de acordo com ela, ‘não se sabe para quem’.

– Quatro camisas que não seriam quatro porque duas eles querem fazer um sorteio para não sei quem, que tem um jogo de final de ano. Mas se for para um homem não vai dar, não vai caber. Se as quatro camisas estão com meu nome eu quero as quatro camisas com meu nome – destacou.

Posicionamento do São Paulo

Procurado pela reportagem do LANCE!, o São Paulo se manifestou e explicou a situação. De acordo com o que foi informado, os uniformes são cedidos pela fornecedora de material esportivo do Tricolor paulista – no caso, a Adidas. Este material, por sua vez, seria utilizado somente nas categorias de base e profissional.

Rebatendo as respostas da Formiga, ainda segundo o clube, os uniformes não serão distribuídos ou sorteados, e sim, aproveitados pela equipe principal e base no ano seguinte.

3 comentários em “Entenda a polêmica envolvendo a equipe feminina do São Paulo

  1. Pelo visto, esse desmanche deve ter outras razões que a própria razão desconhece.
    Na lista de saída, uma jogadora da seleção: Yayá, outra da sub-20: Clara, além da nossa melhor defensora: Thais Regina e da então capitã do time: Giovana. É uma desconstrução geral. Será que a razão é o corte do investimento? A saída do treinador também é estranha, pois foi ele que, praticamente, construiu esse time. Bem, enquanto isso o Palmeiras vai “papando” tudo no futebol, desde o sub-11 até o feminino e ainda, vai faturar 400 milhões com a venda de um projeto de jogador que foi desprezado pelo São Paulo. Como dizia aquele velho personagem do macaco: ” eu só queria entender!!!”

    • Então Waldir: rejeitaram o Endrik porque tinham que dar um emprego pro pai dele mas se engalfinharam com a Macaca de Campinas pelo grande Lucas Perri.
      Esse é o nosso São Paulo Futebol Clube – quem te viu e quem te vê!!!

      • Eu tenho lá minhas dúvidas se o problema do Endrick foi só mesmo o fato de ter que arrumar emprego para o pai dele.
        Tem coisas estranhas nessa base do SP.
        Recentemente, o pai de um jogar de 13/14 anos, hoje na base do Flamengo, que se destaca desde dos 4 anos jogando futebol, disse numa entrevista na rádio que deram preferência ao SP por serem são paulinos, mas que foram desprezados nos testes do SP. Ficaram aguardando uma resposta que nunca veio. Logo depois disso, o menino foi disputado a peso de ouro pelo Flamengo e pelo Red Bull. Assinou com o Flamengo e já tem contrato com a Nike.
        Mas não serviu para o SP.
        Curioso que tanto Endrick quanto esse outro menino chegaram ao clube da mesma forma e foram desprezados… Não é estranho?
        E isso é o que ficamos sabendo…

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