O técnico Dorival Júnior completou dez jogos no comando do São Paulo na vitória sobre o Bolívar, na terça-feira, sem nunca ter conseguido repetir uma escalação. Desde que chegou, o treinador jamais conseguiu colocar em campo o mesmo grupo de 11 titulares. As explicações vão de saídas a lesões.
A equipe enfrenta a Chapecoense neste domingo, às 18h30, fora de casa, pelo Brasileirão.
A primeira escalação de Dorival, por exemplo, contava com três jogadores que sequer seguem no time: Alan Franco, Dória e Enzo Díaz. As saídas, porém, ocorreram aos poucos, o que colaborou para o time sempre ter ao menos uma mudança.
Dória foi o primeiro a deixar o time pedindo a rescisão e só jogou a primeira partida. Ele foi substituído por Sabino, que se lesionou e retornou ao time titular apenas na última terça, sete jogos depois. Nesse intervalo, a posição foi dividida por Osorio e Rafael Toloi – que também se lesionou.
E as mudanças no setor defensivo não pararam por aí. Depois da parada para a Copa do Mundo, foi a vez de Alan Franco e Enzo Díaz pedirem para deixar o clube, insatisfeitos com os atrasos salariais. Arboleda, que estava afastado, retornou para assumir o posto de Alan Franco, enquanto Wendell seguiu titular na esquerda.
Antes da Copa do Mundo, Dorival mantinha o esquema com um ponta de cada lado e um atacante servindo como um armador centralizado. Depois da competição, com tempo para treinar, porém, alternou o sistema e passou a utilizar três meias, somente Artur pela ponta direita e tendo Luciano e Calleri quase como dupla de ataque.
Foram duas as vezes em que Dorival quase repetiu o time. Entre o jogo contra o Boston River e a partida com o Remo, Enzo na vaga de Wendell foi a única mudança. Depois, dos 11 que empataram com o Flamengo no Rio de Janeiro, somente Artur – machucado – não foi titular na derrota para o Grêmio.
Nos últimos três jogos, o treinador passou a promover as entradas dos reforços que chegaram para suprir exatamente as saídas anteriores. Domingos Duarte entrou na zaga, Iago passou a se alternar com Wendell na lateral, enquanto Newton ganhou sequência no meio-campo.
A tendência é Dorival escale o 11º time diferente em jogos, já que Sabino deve seguir na zaga diante da lesão de Arboleda, que ainda não volta.
Isso porque Sabino só foi titular duas vezes: na primeira delas, Alan Franco foi seu companheiro de zaga, enquanto na segunda o lateral-direito foi Buta – que deve retornar ao banco.
Confira as dez escalações de Dorival (em negrito, as mudanças de um jogo para o outro)
São Paulo x Millonarios: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Dória e Enzo Díaz; Danielzinho, Bobadilla e Luciano; Artur, Ferreirinha e Calleri
São Paulo x Botafogo: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Sabino e Wendell; Pablo Maia, Danielzinho e Luciano; Artur, Ferreirinha e Calleri
São Paulo x Boston River: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Osorio e Wendell; Pablo Maia e Danielzinho; Artur, Ferreirinha, André Silva e Calleri
São Paulo x Remo: Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Osorio e Enzo Díaz; Pablo Maia e Danielzinho; Artur, Ferreirinha, André Silva e Calleri
São Paulo x Athletico-PR: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Toloi e Wendell; Pablo Maia, Bobadilla e Marcos Antônio; Artur, Luciano e Calleri
São Paulo x Flamengo: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Osorio e Wendell; Pablo Maia, Danielzinho e Marcos Antônio; Artur, Luciano e Calleri
São Paulo x Grêmio: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Osorio e Wendell; Pablo Maia, Danielzinho e Marcos Antônio; Ferreirinha, Luciano e Calleri
São Paulo x Bolívar: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Domingos Duarte e Iago; Pablo Maia, Newton, Bobadilla e Marcos Antônio; Luciano e Calleri
São Paulo x Coritiba: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Domingos Duarte e Wendell; Pablo Maia, Newton e Marcos Antônio; Victor Sá, Luciano e Calleri
São Paulo x Bolívar: Rafael; Buta, Domingos, Sabino e Iago; Newton, Danielzinho e Marcos Antônio; Artur, Luciano e Calleri