Sete bilhões de cruzeiros em 1985. O que um pool de empresas investira para repatriar o craque Paulo Roberto Falcão do reinado em Roma. Grande sacada de marketing trazia mais um craque para o Tricolor que encantava com Muller, Silas, Careca, Pita e Sidney. Os Menudos de Cilinho.
O São Paulo não arcou com um centavo da operação bilionária que daria no título paulista de 1985. Diferentemente do que seria a vinda milionária de Daniel Alves, em 2019. Parceria onde quase ninguém quis jogo com o clube. Não só pelo mercado e economia serem outros. O São Paulo também não tem sido o mesmo. Nos piores anos em 95 de glórias.
Ciclo vicioso iniciado com o malfadado terceiro mandato de Juvenal Juvêncio, em 2011. Jogada de Carlos Miguel Aidar. O arrojado cartola que montou o grande Tricolor multicampeão de 1985 a 1987. Presidente e fundador do Clube dos 13 que criou a Copa União e viabilizou o Brasileirão da falida CBF de 1987.
Cartola de incontinência verbal para se embananar falando cobras e lagartos. E a história cobra: em 17 de dezembro de 1987, na conquista do título nacional pelo Flamengo, como presidente do Clube dos 13, Aidar disse com todas as letras que depois esqueceria que “ninguém tiraria o tetra do Flamengo”! A não ser ele mesmo e Juvenal Juvêncio, que foram em fevereiro de 2011 tomar a Taça das Bolinhas, pelo hexa tricolor, ignorando o penta rubro-negro em 1992…
A dupla que pavimentou a trajetória de glórias do São Paulo, de 1985 a 1987, de 2005 a 2008. E que dinamitou o presente tricolor desde o terceiro mandato de Juju, a partir de 2011, que reabriu os portões à volta de Aidar, em abril de 2014.
Novo-velho presidente que chegou gastando o que Juvenal já torrara no terceiro mandato, trazendo do rival de Choque-Rei o atacante Alan Kardec. E criando outra frase que envelheceria pior do que a trajetória esportiva de Aidar; em 29 de abril de 2014, ele disse que a bronca do presidente palmeirense Paulo Nobre com a postura “antiética” do rival, na pulada de muro de Kardec, era “patética”; ela demonstrava “o atual momento da Sociedade Esportiva Palmeiras, que ano após ano se apequena…”.
Aidar renunciou à presidência do clube em outubro de 2015. Menos de dois meses antes de o Palmeiras ganhar a primeira das duas Copas do Brasil em 10 anos. E mais quatro Paulistas, quatro Brasileiros, duas Libertadores.
Do São Paulo exemplar há 40 anos (com quem todos queriam fazer pool) sobrou o pó de alguns que o jogaram a esse poço sem fundo e fundos.
Fonte: Mauro Betting – Estado de São Paulo
Comentário muito oportuno de um jornalista que é sabidamente torcedor do Palmeiras.
É isso…