Na última terça-feira, a oposição do São Paulo conseguiu impedir a votação do projeto de reforma do Morumbi. Alegando falta de informações sobre o contrato, os oposicionistas não participaram de reunião, que por isso não teve o quórum mínimo necessário para a votação – 75% dos conselheiros. A partir da próxima semana, a diretoria do clube define sua estratégia para retomar e acelerar a discussão.
As diretrizes da diretoria para lidar com a postura dos adversários políticos partirão de uma reunião com os investidores, no começo da semana que vem. A partir do desejo deles será definido se haverá reuniões abertas com conselheiros para debater e esclarecer o contrato, uma tentativa de mudança do estatuto para reduzir o quórum mínimo ou mesmo modificações na engenharia financeira do projeto.
A cúpula são paulina admitiu que a manobra pegou tanto os próprios diretores como os parceiros na cobertura do estádio desprevenidos. A aprovação nesta semana era parte importante do cronograma, que foi bastante prejudicado. Ainda assim, há confiança de que é possível reverter o cenário.
“Atrapalhou muito. Os investidores estavam preparados, queríamos que a captação acabasse agora. Isso atrapalhou o cronograma, mas não é irreversível. Vamos reverter, conversar com os investidores e reconstruir tudo” disse o assessor do presidente Juvenal Juvêncio e advogado que acompanha o projeto, José Francisco Manssur.
O UOL Esporte também ouviu de membros da diretoria são paulina que a proposta de redução de quórum mínimo ventilada por Juvenal Juvêncio não foi pensada apenas com este caso em vista. O mínimo de 75% do conselho é considerado alto demais há algum tempo, e na visão dos diretores, atrasa a tomada de decisões.
A disputa política entre situação e oposição no São Paulo ainda deve se estender por meses. Em abril, acontecem as eleições presidenciais do clube, que serão disputadas entre o oposicionista Kalil Rocha Abdalla e o candidato indicado por Juvenal, Carlos Miguel Aidar.
Fonte: Uol