André Luis Cipriani, diretor estatutário (não remunerado) de judô do São Paulo recebeu em sua conta corrente pessoal dinheiro de taxas de inscrições relativas a um evento realizado no clube. Procurado, o departamento de comunicação tricolor afirmou que esse procedimento não é padrão e que o caso está sendo analisado a partir dos questionamentos feitos pela coluna (leia mais adiante a resposta completa). Se forem detectadas irregularidades, medidas serão tomadas.
A determinação de que o Pix deveria ser realizado para o cartola aparece no regulamento do Festival de Judô Professor Francisco Carvalho Filho, realizado no último dia 4 no Ginásio 4 do clube.
Procurado pela coluna, Cipriani afirmou que recebeu o dinheiro em sua conta porque ele organizou o evento, não o clube, que apenas cedeu o ginásio (leia a entrevista neste post).
Porém, o regulamento do festival diz que “o São Paulo tem o prazer de convidá-los” para o festival. O documento é assinado por Cipriani, um coordenador técnico e um técnico.
O diretor declarou que todo o dinheiro que recebeu foi usado para pagar gastos gerados pelo evento. Ele afirma também que precisou colocar cerca de R$ 200 do próprio bolso para completar o pagamento das despesas.
Cada inscrição custava R$ 35, além de um quilo de alimento para doação. Segundo o dirigente, 214 atletas de outras agremiações participaram do evento. Os judocas tricolores não precisaram fazer o pagamento. Ou seja, de acordo com as contas de Cipriani, foram transferidos para sua conta R$ 7.490.
O item 13 do regulamento detalhava assim o pagamento: “Será recolhida taxa de inscrição de R$ 35 e um quilo de alimento não perecível (menos sal, açúcar) para cada atleta. A taxa deverá ser paga até o dia 25 de agosto através da chave Pix (CPF do diretor de judô) em nome de André Luis Cipriani e enviado o comprovante para o e-mail (endereço eletrônico do dirigente) ou através do WhatsApp (telefone do diretor)”.
Já o item 9 indicava que as entidades participantes deveriam enviar planilhas de inscrição para o São Paulo por meio do e-mail do cartola ou do endereço eletrônico do departamento de judô.
O que diz o São Paulo?
A coluna enviou questionamentos sobre o assunto ao departamento de comunicação tricolor. A resposta foi dada com a seguinte nota:
“O São Paulo Futebol Clube por meio dos seus departamentos, tenta incentivar os esportes além do futebol. Desta forma, o uso das salas dos departamentos para competições de giro rápido são autorizadas. No entanto, o procedimento de pagamento de inscrição relatado não é padrão, sendo analisado pelo setores responsáveis. Em caso de irregularidades, medidas cabíveis serão tomadas”.
O que diz o diretor?
Leia a seguir a entrevista feita pela coluna com Cipriani por telefone.
Tive acesso ao regulamento de um festival de judô feito no São Paulo, no último dia 4, e ali aparece que os inscritos tinham que fazer um Pix na sua conta. Era isso mesmo?
André Luis Cipriani – Esse torneio é um negócio particular, né? Foi feito [o pix] para pagar despesas de medalhas, essas coisas.
Normalmente a taxa de inscrição é enviada para a conta do clube, certo?
Cipriani – É, mas não tinha nada a ver com o clube, foi feito com o pessoal de fora.
Só para eu entender: quem organizou o torneio?
Cipriani – Fui eu, particularmente. Particularmente, não. Pelo judô, mas para pagar as despesas do evento.
Quem organizou não foi o São Paulo, então?
Cipriani – Não.
E para usar o clube, você pede?
Cipriani – Eu peço autorização porque os alunos do São Paulo também usam. E aí a gente não cobra nada do pessoal do São Paulo”.
Os atletas do São Paulo não precisam pagar inscrição?
Cipriani – Isso mesmo.
E o clube autoriza você a usar as dependências dele sem custo?
Cipriani – [Autoriza] a fazer o evento. Exatamente. E não gera despesa para o clube.
Nenhuma?
Cipriani – Nenhuma.
Tem alguma, né? Despesa de luz, água?
Cipriani – O espaço seria usado para os atletas do São Paulo do mesmo jeito.
Para treino?
Cipriani – É, normal. Usa o mesmo espaço.
Quantos atletas participaram?
Cipriani – Foram 212, 214 atletas. Porque tem que tirar os nossos atletas. Os nossos atletas não entram na conta de inscrição. O total [de atletas de fora] deu 214.
A taxa de inscrição de cada atleta era de R$ 35, certo?
Cipriani – Isso. De medalhas foram gastos, a R$ 16 cada uma? foram 350 medalhas [R$ 5.600].
Teve que pagar arbitragem?
Cipriani – Não. Arbitragem foi nossa. A gente foi usando o pessoal de fora [integrantes dos clubes participantes]. Ninguém pagou arbitragem. Todo mundo traz.
A despesa acabou sendo toda usada na realização do evento?
Cipriani – É. Não tem lucro isso. É só para os nossos atletas se beneficiarem, brincarem, se divertirem.
O regulamento fala que: “o São Paulo tem o prazer de convidá-los”.
Cipriani – É porque eu convidei em nome do judô [do clube].
Mas não seria mais fácil fazer o processo pelo São Paulo mesmo?
Cipriani – É, então, depois que eu montei isso tudo que eu? Como foi o primeiro, eu acabei? Porque eu não queria dar despesa. O intuito foi não gerar despesa. Porque o departamento do judô arrecada muito pouco. Existem pouquíssimos atletas pagantes. E sócios. Então, é um departamento que não se sustenta. A intenção é não gerar despesas. Foi feito isso para agradar aos nossos atletas e não gerar despesas.
Os próximos você pretende fazer pelo clube diretamente ou vai continuar assim?
Cipriani – A ideia é fazer tudo pelo clube porque a gente fez para ver como iria ficar. Como seria a adesão. E agora pretende fazer um grandão. Não vai ser um festival, vai ser um campeonato mesmo. E aí é feito pelo clube porque precisa de um monte de estrutura, vai usar um ginásio maior. Então, primeiro a gente fez um evento para a gente conhecer como ficava. E quanto seria? se daria, por exemplo? a intenção é não bancar com o dinheiro do clube. Fizemos sem gerar despesas porque não é essa a intenção.
Mas, se cada atleta vai pagar uma taxa de inscrição que dá para cobrir o gasto com medalha e tudo, não iria gerar despesas para o São Paulo fazendo na conta do clube do mesmo jeito. Certo?
Cipriani – Eu é que na hora não pensei nisso. Como foi o primeiro, para mim é novidade. A gente participa de vários torneios de fora e todos eles são feitos pelos próprios professores. Então, tem um evento da academia fulano de tal. O professor que faz. A gente faz tudo em nome do professor. Aí prestam contas para o São Paulo, dão tudo. Tanto que aí [no festival no Tricolor] não teve nem prestação de contas para o São Paulo.
Porque você fez tudo diretamente.
Cipriani – É. Nenhuma dessas instituições desses atletas pediu nada. O próprio comprovante foi o próprio depósito. Os atletas do São Paulo não precisaram pagar ingresso. Mesmo assim, não houve prejuízo? Cipriani – Você não perdeu nada. Porque teve troféu e medalhas. Para ser sincero, gastei duzentos e pouquinho do meu bolso.
Teve troféu também?
Cipriani – Teve trofeuzinho. A intenção era arrecadar alimentos. Foram arrecadados em torno de 600 quilos de alimentos. O incentivo foi, você traz o alimento, e as cinco instituições que mais trouxessem alimentos ganhariam troféus.
Para quem foram doados os alimentos?
Cipriani – Estão sendo distribuídos pelo São Paulo. Para as instituições que o São Paulo distribui.
Fonte: Blog do Perroni, no Uol
Quando o público e o privado se misturam a massa resultante fica com cheiro de merda e tem que ser descartada no estogo. Deu para entender ou precisa desenhar?!
Digo no ESGOTO!!!
Até quando essa gente vai continuar enganando o sócio
Acorda ou vão se tornar cúmplices da destruição física e moral da instituição
Juntos pela destruição do São Paulo
Marqueteiro falou em onze pilares
Um e transparência
Tô vendo
Esse diretor, André, defende a gestão a todo momento e usou o judô na semana passada para fazer campanha pela aprovação do golpe. Ele enviou uma mensagem para os país convocando-os para uma reunião com a alegação que seria sobre melhorias no judô, porém o espaço foi para falar sobre o golpe.
Nesta semana ele convidou os pais para uma pizza e falar novamente do golpe!!
Enfim, é isso!!!