Por mais que a diretoria do São Paulo evite o termo “crise” e prefira falar em “momento difícil”, não há como negar a iminente possibilidade da equipe entrar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Uma vitória em cima do Figueirense na manhã deste domingo é fundamental para o clima não ficar ainda pior no Tricolor do Morumbi. E para isso o torcedor aprendeu a criar esperanças em dois titulares que parecem não viver a mesma fase que o clube que defendem: Denis e Andres Chavez.
O goleiro, depois de ser muito criticado no primeiro semestre e até inciar um trabalho com a ajuda de um coach profissional, vem acumulando grandes atuações. Até mesmo nas derrotas, como as diante de Grêmio, Botafogo e Palmeiras, o camisa 1 se destacou. Em outros jogos, Denis também foi o responsável por evitar o revés. Não fossem suas defesas, provavelmente o São Paulo não teria empatado com Corinthians, Chapecoense, Interacional e Coritiba, por exemplo.
As vaias e as manifestações hostis que eram perceptíveis tanto após os jogos quanto pelas redes sociais se transformaram em aplausos, apoio e muitas vezes reconhecimento. Tem sido comum parte da torcida gritar o nome do sucessor de Rogério Ceni seja depois de uma defesa importante ou posterior ao apito do árbitro.
Na outra ponta está Andres Chavez, atacante argentino que chegou sem saber se jogaria como ponta ou centralizado, na função de centroavante. Diante da carência de um digno camisa 9, o ex-atleta do Boca Juniors foi escalado na referência do setor e surpreendeu com a rápida adaptação.

Logo em sua estreia, um golaço quase do meio de campo no consagrado goleiro Victor, do Galo, depois de um petardo de canhota. Dai para frente, apesar dos maus resultados do São Paulo, tanto no Brasileirão quanto na Copa do Brasil, não podem ser colocados na conta de Chavez, que só ficou marcado negativamente pelos gols desperdiçados no empate zerado diante do Coxa.
Mesmo assim é muito pouco para cobrar o reforço que chegou e marcou cinco gols em seus primeiros oito jogos na inédita experiência estrangeira. Para se ter uma ideia, Jonathan Calleri, que conquistou os torcedores são-paulinos rapidamente e até foi homenageado com uma música particular, precisou de 18 jogos para marcar seus cinco primeiros gols.
Chavez já é o artilheiro do time no Campeonato Brasileiro junto com Cueva, que tem os mesmos quatro gols (sendo três de pênalti), mas está isolado em relação ao resto do time como maior goleador da temporada por causa do tento anotado na Copa do Brasil. Aliás, a única vitória do São Paulo nos últimos 11 jogos se deveu a dois gols de ‘El Comandante’, como era conhecido na Argentina, sobre o Santa Cruz.
Se o São Paulo não tem uma defesa segura e sofre por ser o quarto time que menos marcou gols no Campeonato Brasileiro, Denis e Andres Chavez estão alheios a esse momento ruim e vivem boa fase. Só precisam que seus companheiros sigam pelo mesmo caminho. Neste domingo, no confronto direito com o Figueirense, o goleiro e o centroavante são as esperanças para o clube não se afundar de vez na crise e acabar com o jejum de dois meses sem vitória no Morumbi.
Fonte: Gazeta Esportiva