Defesa do SP desmorona após Libertadores, e ataque segue inoperante

Além dos problemas para criar e fazer gols, o São Paulo passou a conviver com problemas defensivos e viu seu sistema ruir após a queda na Conmebol Libertadores. Agora, para voltar a disputar o torneio sul-americano na próxima temporada, o técnico Hernán Crespo precisa encontrar uma solução rápida para tirar a equipe de uma sequência negativa no Brasileirão.

Desde a derrota para a LDU, o Tricolor foi a campo cinco vezes e sofreu nove gols, uma média de 1,8 gol por partida. Um aumento grande se comparado ao período da era Crespo até o jogo contra os equatorianos no Morumbis: 13 gols em 16 jogos, uma média inferior a um por jogo (0,81).

O momento anímico afetou a equipe, e os rivais passaram a vazar com maior facilidade a defesa são-paulina. Nas cinco partidas deste período, o São Paulo repetiu a escalação de seu trio defensivo apenas uma vez, contra Palmeiras e Grêmio. Veja as opções nesses jogos:

São Paulo x Mirassol: Ferraresi, Arboleda e Alan Franco
São Paulo x Grêmio: Alan Franco, Arboleda e Sabino
São Paulo x Palmeiras: Alan Franco, Arboleda e Sabino
São Paulo x Fortaleza: Negrucci, Luiz Gustavo e Sabino
São Paulo x Ceará: Tolói, Arboleda e Alan Franco
Mais do que as peças utilizadas, o São Paulo passa por um momento coletivo ruim na fase defensiva do jogo, que vai além do ataque. No total, são oito derrotas e apenas duas vitórias nas últimas dez partidas.

E o ataque?
O problema ofensivo não é tão novo assim. Com tantos desfalques de longo prazo, casos de Calleri, André Silva e Ryan Francisco, o São Paulo viu seu aproveitamento de gols marcados despencar após a lesão de André.

Até o jogo contra o Atlético-MG, quando o centroavante se lesionou, Crespo havia dirigido a equipe em 13 oportunidades, com 19 gols marcados (média de 1,46 por jogo). Sem o camisa 17, foram dez partidas e apenas cinco gols marcados (média de 0,5 por confronto).

O treinador apostou em diversas formações de dupla de ataque, alterações no meio-campo, mas o time seguiu pecando na efetividade. Mesmo nos jogos em que a equipe até criou oportunidades, não conseguiu convertê-las em gols.

Luciano quebrou jejum de 13 jogos sem marcar ao balançar a rede contra o Palmeiras, mas está longe de viver seu melhor momento no São Paulo. Lucas, sem estar 100% fisicamente, não consegue deslanchar uma boa sequência, e Ferreirinha tem perdido espaço e sequer completou 90 minutos em campo somados os cinco jogos após a queda na Conmebol Libertadores.

Dinenno e Rigoni pelo que apresentaram até o momento com a camisa tricolor não se credenciaram como solução dos problemas da equipe. Tapia foi o único a conquistar mais espaço no período, inclusive ganhando a posição da equipe há quatro partidas.

Paulinho, autor de dois gols e eleito o melhor jogador na final da Copinha deste ano foi relacionado pela quarta vez no time principal no jogo contra o Mirassol, mas ainda não fez sua estreia. O atacante de 20 anos pode aparecer como uma nova opção na busca de Crespo para potencializar o poder de finalização do Tricolor.

Um comentário em “Defesa do SP desmorona após Libertadores, e ataque segue inoperante

  1. Curioso, qual foi desse jogos que o sao paulo se deu bem? Foi no jogo contra o fortaleza que o Luiz Gustavo improvisado que a zaga se saiu bem, agora a pergunta que nao quer calar, pq nao continuar com essa formação?
    Nao quero saber se Alan Franco, Arboleda, Sabino, Ferraresi sao os vulgos titulares, sera que famosa frase que time que esta ganhando nao se mexe?
    Agora com relacao ataque nao tem muito o que fazer o que nao pode ficar insistindo com Luciano como centroavante isso ele nunca foi bom.

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