De reserva no México a titular em decisões, Rigoni ainda não desencantou

Apesar de Hernán Crespo dizer que a chegada de Rigoni ao São Paulo não foi um pedido seu, o atacante logo conquistou a preferência do treinador. Ele atuou em todos os jogos desde que chegou ao clube, e foi titular nas duas partidas das quartas de final da Conmebol Libertadores contra a LDU – a equipe foi eliminada com duas derrotas.

O jogador foi contratado no último dia da janela de transferências, vindo do León, do México, clube pelo qual vinha tendo poucos minutos em campo.

Entretanto, diante dos muitos desfalques que o Tricolor tem no setor ofensivo, Rigoni ganhou oportunidades desde seu primeiro jogo e deixou para trás jogadores como Tapia, Dinenno e Lucca, que estão no elenco há mais tempo.

Foram quatro jogos até o momento, contra Botafogo e Santos pelo Campeonato Brasileiro, e os dois contra a LDU.

No jogo de ida contra os equatorianos, em Quito, Rigoni ocupou sua posição de origem no comando do ataque ao lado de Luciano. Já na partida de volta, no Morumbis, o argentino foi utilizado como ala direito, em uma formação que visava ser mais ofensiva.

Porém, em ambas as ocasiões o jogador não conseguiu render o esperado pelo técnico Hernán Crespo.

Atuando com atacante, Rigoni permaneceu em campo por 70 minutos na partida de ida e não conseguiu finalizar um chute no alvo ou acertar um cruzamento. O camisa 77 foi substituído com 17 ações com bola na partida, um drible completado e três posses de bola perdidas.

Para além dos números, o atleta não conseguiu gerar muito jogo para seus companheiros, não foi efetivo nas jogadas individuais de um contra um e nas finalizações, que é sua principal valência.

Já na partida de volta, atuando fora de sua posição, Rigoni foi mais atuante, recebeu mais a bola e teve 58 ações na partida. Mesmo assim, o jogador não conseguiu ser efetivo.

Como ala, o argentino tentou mais cruzamentos, mas acertou apenas dois dos 11 tentados. O percentual de passes certos também foi baixo, 64% de êxito, acertando 14 dos 23 dados.

Vale destacar que a partir do intervalo, com a entrada de Maílton, o argentino passou a atuar como um meia-atacante, mas também não produziu jogadas efetivas.

Rigoni também não teve sucesso nas jogadas de um contra um, tentou seis dribles e completou apenas três. Além disso, perdeu a posse de bola em 28 ocasiões.

Desde que Rigoni entrou em campo pelo São Paulo o clube não fez mais gols, já que contra o Botafogo quando ele substituiu Dinenno, o placar já havia sido definido.

O camisa 77 terá a oportunidade de fazer seu primeiro gol no retorno ao Tricolor contra o Ceará, na próxima segunda-feira às 20h, no Morumbis.

 

Um comentário em “De reserva no México a titular em decisões, Rigoni ainda não desencantou

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.