
Hernán Crespo completa, neste domingo, um turno inteiro de Campeonato Brasileiro à frente do São Paulo . Até aqui com 18 jogos na competição, ele enfrenta o Vasco pela primeira vez, em São Januário, às 20h30, na conclusão da 31ª rodada do torneio.
No primeiro turno, com uma derrota por 3 a 1 dentro do Morumbis, o confronto marcou a despedida de Luis Zubeldía à frente do São Paulo. Crespo assumiu na rodada seguinte, contra o Flamengo.
No período, Crespo acumulou nove vitórias, dois empates e sete derrotas. Dos 54 pontos possíveis, conquistou 28, com um aproveitamento um de 51,8% dos pontos. O melhor momento foi a sequência de cinco vitórias seguidas de julho a agosto. O pior, mais recente, foi de três derrotas consecutivas.
Depois da vitória contra o Bahia, na última rodada, Crespo manteve o Tricolor na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores de 2026:
– Temos metas importantes para tentar alcançar: preliminar de Libertadores, outras coisas, podemos sonhar com Libertadores, se não Sul-Americana. Esses três pontos nos livraram de um pesadelo. Acho que não são suficientes, mas estamos voltando a caminhar outra vez, para depois correr e quiçá voar.
Em 18 rodadas, o aproveitamento de Crespo no Brasileirão é superior ao desempenho do São Paulo ao consideramos também os 12 primeiros jogos sob a gestão Zubeldía, que tinha só 33%. Com 41 pontos na tabela em 30 partidas (90 possíveis), o Tricolor tem hoje 45% de aproveitamento geral.
Abaixo, compare os números:
São Paulo no BR-2025 – 30 jogos, 11 vitórias, oito empates e 11 derrotas – 45%
Crespo no BR-2025 – 18 jogos, nove vitórias, dois empates e sete derrotas – 51,8%
Zubeldía no BR-2025 pelo SPFC – 12 jogos, duas vitórias, seis empates e quatro derrotas – 33%
São números ruins. Não há como contestar. A equipe atual não condiz com as nossas tradições e o pior, não há perspectiva de sair dessse buraco, nem de imediato e nem a médio prazo. Mercê de gestões desastrosas, iniciadas quando do golpe do terceiro mandato do JJ e sucedida pelas nefastas de Aidar, Leco e agora de Casares, a Instituição se apequenou. Tudo piorou. Não há quem prove o contrário! Pobre São Paulo FC, que foi de um modelo de gestão no século passado a candidato a se tornar a Lusa do Morumbi!!!