Conselho do São Paulo rejeita afastamento, e Olten retorna à presidência

O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou a prorrogação do afastamento de Olten Ayres da presidência por mais 120 dias. Com a decisão, ele retorna ao comando do órgão.

Olten estava fora do cargo desde maio, quando decidiu se afastar temporariamente para apresentar sua defesa à Comissão de Ética. Foram 120 votos contrários ao afastamento e 118 favoráveis à suspensão provisória do dirigente por mais quatro meses.

Olten responde a uma denúncia por gestão temerária protocolada pelo presidente do clube, Harry Massis, em abril. O dirigente pode ser expulso do quadro associativo ao fim da apuração conduzida pela Comissão de Ética.

No dia 14 de maio, Olten se afastou temporariamente da presidência do Conselho após um acordo com João Farias, vice-presidente do órgão, e Antônio Maria Patiño, presidente da Comissão de Ética. O objetivo era garantir prazo para apresentação de sua defesa.

A denúncia apresentada por Harry tem origem em divergências envolvendo uma proposta de reforma estatutária e provocou uma crise entre os poderes do São Paulo nos últimos meses.

Após analisar o caso, a Comissão de Ética recomendou o afastamento preventivo de Olten até a conclusão da apuração. A votação chegou a ser marcada para maio, mas acabou adiada em duas oportunidades.

O Conselho Deliberativo recusou a medida cautelar para o afastamento, mas ainda votará a suspensão em definitivo, ainda sem data definida.

Conflitos internos
A disputa ganhou novos capítulos durante a tramitação do caso. Em abril, Olten destituiu os integrantes da Comissão de Ética que conduziam a apuração e haviam recomendado seu afastamento preventivo. A medida, porém, foi anulada por João Farias.

Os membros afetados foram Luiz Augusto Lia Braga, Antônio Maria Patiño Zorz, José Edgard Galvão Machado, Marcelo Felipe Nelli Soares e Milton José Neves Junior, que posteriormente retornaram aos cargos.

Além da disputa interna, Olten também passou a ser alvo de um inquérito policial que investiga possível falsidade ideológica em um processo de reforma estatutária iniciado ainda na gestão de Julio Casares.

Entenda o caso
O pedido de Harry Massis ocorreu por divergências com Olten Ayres envolvendo uma reforma estatutária no clube. Em 17 de dezembro, o então presidente Julio Casares apresentou uma proposta de alteração no estatuto para reduzir a exigência de quórum qualificado em decisões estruturais, como a transformação do clube em SAF, a constituição de empresa e a separação da gestão do futebol do clube social.

Olten Ayres encaminhou a proposta ao Conselho Consultivo e, após aprovação do órgão, enviou o texto para análise da Comissão Legislativa.

A comissão era composta pelos conselheiros Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, José Alberto Padin Iglesias e Wanderson Martins Rocha. O parecer foi emitido no dia 8 de abril de 2026 e foi contrário à proposta. Segundo o pedido protocolado por Harry Massis, essa decisão deveria encerrar a tramitação do projeto.

No entanto, em meio ao processo, no dia 30 de março, Olten Ayres instituiu uma Comissão de Reforma Estatutária para tratar de mudanças mais amplas no estatuto, com prazo até 15 de maio para apresentação de propostas.

Em contato com a reportagem do ge, o presidente do Conselho Deliberativo afirmou que havia prazo de 30 dias para manifestação da Comissão Legislativa e que, por isso, o parecer anterior foi desconsiderado.

A proposta em tramitação será analisada por uma nova Comissão Legislativa, com outros membros, formada em 10 de abril.

O documento protocolado por Harry Massis sustenta que a medida representa quebra do estatuto, por tratar do mesmo tema anteriormente rejeitado.

Em nota, Olten Ayres comemorou a decisão do colegiado.

Veja a nota de Olten Ayres na íntegra
O Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, Olten Ayres de Abreu Júnior, recebe com serenidade, respeito e senso de responsabilidade institucional a decisão do Conselho, que reconheceu a improcedência das acusações apresentadas no âmbito do processo administrativo disciplinar.

A decisão confirma o que Olten Ayres de Abreu Junior, sustentou desde o início: não houve ato irregular, desvio de finalidade, gestão temerária, obtenção de benefício pessoal ou qualquer conduta praticada em prejuízo do São Paulo Futebol Clube.

Houve, sim, o exercício regular das atribuições da Presidência do Conselho Deliberativo, com observância ao Estatuto Social, aos ritos internos, à autonomia dos órgãos competentes e às garantias do contraditório e da ampla defesa.

Mais do que um desfecho individual, a decisão preserva um princípio essencial para a vida institucional do Clube: nenhum membro do Conselho Deliberativo pode ser submetido a medidas excepcionais sem base sólida, rito adequado, respeito ao Estatuto e pleno direito de defesa.

Esse ponto é fundamental. O Conselho Deliberativo é um dos Poderes do São Paulo Futebol Clube e deve permanecer como espaço de independência, equilíbrio, responsabilidade e segurança jurídica. Quando as garantias estatutárias são preservadas, não se protege apenas uma pessoa. Protege-se a própria instituição.

O presidente do Conselho Deliberativo, agradece aos conselheiros que analisaram o caso com independência, serenidade e compromisso com a verdade dos fatos. Ao mesmo tempo, reafirma que não transformará este resultado em instrumento de confronto, exposição ou revanche.

O momento exige recomposição institucional, pacificação e retomada do trabalho pelo São Paulo Futebol Clube.

Como conselheiro vitalício e Presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Junior, seguirá atuando em defesa de um Clube mais moderno, transparente, responsável e preparado para os desafios do futebol brasileiro, sempre com respeito ao Estatuto, às instâncias internas e à grandeza da história são-paulina.”

Fonte : Globo Esporte

Nota do PP: vivemos uma grande promiscuidade. A dita oposição votou para salvar o Olten, aquele que bancou e tentou salvar Casares até o último minuto da prorrogação. A situação, que quer se pagar de boazinha, votou contra o Olten, mas bancou Casares até o último minuto da prorrogação. Então acho que vou me juntar à corja, pedir para não expulsarem Dedé, Casares e Belmonte, retornarem Douglas e Mara e vamos todos ao Bacanal Tricolor.

4 comentários em “Conselho do São Paulo rejeita afastamento, e Olten retorna à presidência

  1. Que “oposição” é essa? Salvou um dos responsáveis pelos escândalos que o clube passa.

    O spfc tem tudo pra sair da situação atual mas a politica não permite, são as mesmas pessoas que viram as quase quedas p/ série B em 2013, 2015, 2017 e não fizeram nada de bom, aumentou a dívida e a aparelhagem política.
    O clube é refém dessa politica. Precisa mudar o sistema politico, precisa renovar o clube, permitir a participação de pessoas de fora, são sempre as mesmas familias que se acham donas do clube e mantém o “status quo”.

  2. Uma verdadeira Casa de Irene, ou de Inah… Gente que vem gente que vai. Onde vale, vale tudo, diria Tim Maia. Até dançar homem com homem ou mulher com mulher. Vale, vale tudo!

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