Conselho de Ética aplica pena de suspensão para Dedé

O Conselho de Ética votou nesta tarde o relatório de Milton Neves Junior sobre Dedé. A decisão acabou ficando empatada: dois votos pela expulsão, dois pela suspensão e um por uma advertência. Então, como o empate foi em 2 a 2, o estatuto diz que vale a pena menor. A decisão segue para o Conselho Deliberativo, que tem o poder de mudar a decisão.

Dedé foi processado por danos ao clube e participação em gestão temerária. Tudo envolveu os desmandos no clube, com as maquininhas de cobrança que foram impostas aos concessionários, além de causar sérios danos à imagem do clube.

Em seu voto, o relator Milton Neves aceitou todas as imputações dos representantes, pedindo, com isso, a pena máxima para Dedé: expulsão. Ele foi acompanhado por Luiz Braga. Porém os conselheiros José Edgar Galvão e Marcelo Gato, ambos do grupo político de Dedé, amenizaram, descartaram os danos à imagem do clube e puniram apenas por gestão temerária, impondo uma suspensão por 90 dias. O presidente do Conselho, Antonio Patino, optou por uma advertência, mas reconheceu danos à imagem do clube propondo 30 dias de suspensão. Isso foi somado aos 90 dias, perfazendo 120 dias de suspensão.

A decisão agora é remetida ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, que vai marcar a sessão para análise e votação do relatório. Pelas informações que tive, nas apurações que fiz, Olten pode – e deve – colocar três perguntas na cédula: a) expulsão; b) suspensão; c) absolvição.

Portanto, depois da canalhice feita por três conselheiros do Conselho de Ética, resta saber quantos serão canalhas no Conselho Deliberativo.

 

Paulo Pontes

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