
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, nesta quarta-feira, o contrato com a empresa Ticketmaster, que substituirá a Total Acesso e assumirá a gestão de ingressos do Morumbis a partir de janeiro de 2027.
A votação teve início na noite da última terça-feira e se encerrou às 17h desta quarta. O contrato foi aprovado por 184 votos favoráveis contra 44 contrários. A diminuição na multa rescisória contratual, de R$ 25 milhões para R$ 14 milhões, também foi validada no pleito.
Com a decisão favorável por parte do Conselho, o Tricolor paulista vai assinar um contrato de cinco anos com a nova ticketeira. O acordo renderá R$ 140 milhões, de maneira antecipada, aos cofres do clube. Tal montante funcionará como uma espécie de empréstimo.
A diretoria tricolor, portanto, deve utilizar a antecipação dos R$ 140 milhões para quitar as pendências com o elenco profissional e os demais compromissos a curto prazo. Neste momento, o clube chegou a um atraso de quatro meses nos direitos de imagem dos jogadores.
A proposta da Ticketmaster
A proposta da Ticketmaster abrange a possibilidade de uma antecipação de R$ 110 milhões para o clube utilizar como bem entender. A liberação do valor seria feita 45 dias após a assinatura do contrato. O acordo funcionará como uma espécie de empréstimo, uma vez que o montante adiantado será devolvido pelo Tricolor à empresa em cinco anos, com taxa de juros seguindo o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 1,99%.
Além disso, a nova empresa pagará cerca de R$ 30 milhões pelo uso de um camarote no Morumbis, e investirá R$ 6 milhões para reformar o museu do São Paulo no local.
O novo contrato com a ticketeira também adiciona um “limite” da verba a ser devolvido pelo São Paulo: apenas R$ 1,8 milhão por mês será retornado à empresa, independente do valor total da renda somada ao fim do mês. Contudo, esse repasse também será feito em meses sem grandes rendas com bilheteria no estádio, como aconteceu durante a pausa da Copa do Mundo este ano, por exemplo.
A negociação entre as partes envolveu, ainda, a gestão do programa de sócio-torcedor do São Paulo, que atualmente é administrado pela Feng. Com isso, a diretoria tende a reduzir custos, além de entender que pode oferecer um serviço melhor aos torcedores.
Como a Ticketmaster assumirá, também, o programa de sócio-torcedor, o São Paulo terá que rescindir com a Feng. Para isso, a cúpula tricolor calcula um valor de R$ 3,7 milhões.
Paulo Pontes
Ufa, ainda bem que a votação foi apertada!!!!
Trouxa é quem vê esperança em algo que não seja intervenção judicial. O São Paulo só tem salvação se expulsarem TODO MUNDO. E digo mais: vai tomar mais um processo nas costas
Kk nada a declarar
Pobre São Paulo…