
O Conselho Deliberativo aprovou nesta quarta-feira mais três empréstimos. Desta vez as transações foram feitas com os bancos Daycoval, Tricury e Rendimento.
O empréstimo do Daycoval, no valor de US$ 946 mil (R$ 4,8 milhões), feito em agosto, tem vencimento para dezembro deste ano. A garantia que o Tricolor deu foi o dinheiro que tem a receber pela venda de Marquinhos ao Arsenal, da Inglaterra.
Já no banco Tricury, o clube do Morumbi pegou R$ 9 milhões com vencimento em fevereiro de 2023. Como garantia, deu o valor que tem a receber por Rigoni, vendido ao Austin FC, dos Estados Unidos.
O contrato com o banco rendimento, no valor de R$ 5 milhões, com vencimento em março de 2023, tem como garantia as contribuições dos associados do clube.
Foram 157 votos a favor, 45 contra e três abstenções e 50 ausentes.
Isso quer dize que, hoje, a oposição está resumida em 45 bravos conselheiros.
Com isso o São Paulo chegou ao seu 11º empréstimo bancário nesta temporada. O dinheiro será usado para quitar dívidas de curto prazo. Esses foram os valores aprovados e tomados por empréstimo ao longo deste ano:
- R$ 20 milhões com BTG em Abril de 2022
- R$ 25 milhões em 3 contratos (12 Daycoval, 8 e 5, dois do Rendimento), em Junho de 2022
- R$ 19 milhões em 3 contratos (5 Daycoval Cayman, 9 Tricuri, 5 Rendimento)
Ou seja: R$ 64 milhões tomados antes destes novos empréstimos, Agora chegamos a R$ 83 milhões.
O orçamento do São Paulo para 2022, aprovado pelo conselho deliberativo, prevê a captação de R$ 120 milhões em empréstimos. O estatuto do clube, no entanto, exige que os contratos sejam submetidos à aprovação do órgão.
O interessante é que fazemos empréstimos, recebemos dinheiro pelas vendas de Casimiro e Antony (o que seriam receitas extras), atingimos a semifinal da Copa do Brasil (a meta eram as quartas de final), final da Sul-Americana, final do Paulista, bilheterias generosas com grande público no Morumbi, receita de TV, patrocínios, e ainda assim continuamos devendo direitos de imagens, premiação por classificação aos jogadores, além do acordo da Pandemia.
Explica aí, Júlio Casares!
Paulo Pontes
Daqui a pouco o que tem a receber das vendas de jogadores não cobre esse “empréstimos”…
Oh diretoria incompetente…