Conselheiros pedem auditoria em sistema de votação online

Um grupo de 51 conselheiros do São Paulo protocolou na tarde desta terça-feira (16) um requerimento solicitando uma ampla auditoria e uma série de esclarecimentos sobre o sistema eletrônico de votação utilizado pelo Conselho Deliberativo do clube. O documento foi encaminhado à presidência do órgão e tem como foco a plataforma desenvolvida pela empresa TAFNER Solutions, responsável pelas votações realizadas.

Segundo o requerimento, manifestações feitas em reuniões do próprio Conselho geraram dúvidas sobre a possibilidade de acompanhamento de informações em tempo real relacionadas ao andamento das votações e ao acesso de determinados usuários a dados do sistema.

Os signatários afirmam que o pedido “possui caráter institucional, preventivo e fiscalizatório, sem representar acusação de irregularidade contra a empresa fornecedora, a Diretoria do São Paulo ou a presidência do Conselho Deliberativo”. O objetivo declarado é “garantir transparência, segurança e confiança nos mecanismos utilizados para a formação das decisões do órgão”.

No documento, os conselheiros defendem que responsáveis pela TAFNER sejam convidados a comparecer a uma reunião do Conselho Deliberativo para prestar esclarecimentos técnicos detalhados sobre a plataforma. Entre os temas abordados estão os mecanismos de proteção ao sigilo do voto, a impossibilidade de vincular eleitores às opções escolhidas em votações secretas, os perfis de acesso existentes no sistema, os registros de auditoria e a eventual existência de ferramentas que permitam acompanhar votações em andamento.

O requerimento também pede que a empresa apresente documentos técnicos, relatórios de auditoria, informações sobre trilhas de acesso, mecanismos de segurança e registros históricos relacionados à utilização da plataforma pelo São Paulo. Além disso, solicita a preservação imediata de logs, backups e demais evidências digitais ligadas às votações realizadas no clube desde o início da utilização do sistema.

Os conselheiros também pedem acesso ao contrato firmado com a TAFNER, aos documentos que embasaram a contratação da plataforma, aos valores envolvidos no acordo e às informações sobre a governança e fiscalização do serviço prestado ao clube. Por fim, requerem que toda a documentação e os esclarecimentos apresentados sejam disponibilizados aos membros do Conselho Deliberativo e que, após a análise das respostas, o órgão avalie a necessidade de medidas complementares, como auditoria independente, perícia técnica ou validação externa do sistema utilizado nas votações.

 

Fonte: Uol

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