Como situação e oposição do São Paulo se preparam para eleição

Enquanto o São Paulo briga dentro de campo por um fim de temporada tranquilo no Campeonato Brasileiro, os bastidores esquentam à espera da eleição presidencial. Nem todas as cartas, porém, estão na mesa. A três meses da votação que vai definir a diretoria pelos próximos três anos, grupos políticos ainda firmam alianças, se organizam e vivem cenários distintos.

Os candidatos de situação e oposição só precisam ser definidos após a Assembleia Geral entre os sócios que vai eleger os próximos conselheiros, marcada para a segunda quinzena de novembro. São eles que vão votar para escolher o novo presidente na primeira quinzena de dezembro, ainda sem data fechada.

Mesmo assim, os grupos de situação e oposição se articulam para chegar à Assembleia Geral com seus candidatos definidos. A tendência é de que os oposicionistas anunciem já na próxima semana os nomes que vão brigar pelas cadeiras na diretoria do São Paulo.

Antes da definição de novos presidente e vice, serão eleitos 100 novos conselheiros. As chapas de situação e oposição precisam ser formadas até o dia 15 de outubro, conforme edital divulgado por Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, nesta segunda-feira. A determinação acelerou o planejamento dos grupos.

Situação e oposição vivem momentos distintos na corrida eleitoral. Harry Massis, atual presidente, assumiu o cargo no início deste ano após impeachment de Julio Casares. A princípio, cogitou participar da eleição, mas perdeu força nos bastidores.

No momento, o nome forte para ser o candidato da situação é Adilson Alves Martins, empresário e conselheiro vitalício. Ele atua como assessor financeiro da presidência desde março e é um dos coordenadores do grupo Sempre Tricolor.

Nos bastidores, Adilson é tido como favorito a ser o candidato da situação. No entanto, ele ainda avalia se conseguirá conciliar uma eventual presidência com a atuação como empresário e ainda tem dúvidas se aceitará o desafio. Os grupos que estão no comando do São Paulo ainda não definiram uma segunda opção.

O cenário contrasta com os planos concretos da oposição. Apesar de ainda não ter sido anunciado, Marcelo Portugal Gouvêa foi o escolhido pelos grupos Força São Paulo, Novo São Paulo e Salve o Tricolor Paulista para ser o candidato para mudar a ordem do poder no clube.

Eduardo Alfano, do grupo Novo São Paulo, será o vice-presidente da chapa, que terá também Fábio Mariz, do Novo São Paulo, concorrendo à presidência do Conselho Deliberativo.

Contexto
Cinco grupos formam atualmente a situação do São Paulo: Vanguarda, Legião, Participação, Sempre Tricolor e Somos SPFC. Juntos, eles reúnem 133 conselheiros, sendo 60 vitalícios e 73 eleitos.

A oposição é formada por quatro grupos: Força SP, Novo São Paulo e Salve o Tricolor Paulista (STP). O bloco reúne 101 conselheiros, sendo 75 vitalícios e 26 eleitos.

Há ainda 14 conselheiros independentes, todos vitalícios. Eles não atuam como um bloco e costumam dividir seus votos entre situação e oposição.

O Conselho Deliberativo tem atualmente 252 integrantes, sendo 152 vitalícios e 100 eleitos. Desse total, 133 fazem parte dos grupos da situação, 101 integram a oposição e 14 são independentes. Outros quatro conselheiros, três vitalícios e um eleito, não votam.

Entre os grupos da situação, o Legião tem 38 conselheiros (16 vitalícios e 22 eleitos); o Somos SPFC, 30 (10 e 20); o Participação, 29 (12 e 17); o Sempre Tricolor, 20 (sete e 13); e o Vanguarda, 16 (15 e um).

Na oposição, o Salve o Tricolor Paulista é o maior grupo, com 47 conselheiros (37 vitalícios e dez eleitos). O Novo São Paulo tem 28 (17 e 11); o Força SP, 23 (18 e cinco); e o Força-Super, três, todos vitalícios.

Calendário eleitoral do São Paulo
Eleição de conselheiros
Segunda quinzena de novembro
Eleição para presidente, Diretoria e Conselho Deliberativo
Primeira quinzena de dezembro.

 

Fonte: Globo Esporte

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