
Osorio precisou de apenas sete jogos no time profissional para deixar de ser uma promessa e virar candidato a uma vaga entre os titulares do São Paulo. Aos 19 anos, o zagueiro deu a assistência para o gol de Calleri no empate com o Flamengo, na última rodada do Brasileirão, e vive o melhor momento desde que foi promovido ao elenco principal.
O jogador chegou ao clube em 2023 e foi destaque em uma geração vitoriosa nas categorias de base. No Tricolor, disputou três edições da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 2024, 2025, quando se sagrou campeão, e em 2026. Além disso, conquistou a Copa do Brasil Sub-20 em 2024 e 2025.
O desempenho na base despertou o interesse de clubes europeus, como o Betis, da Espanha. Em março, o São Paulo renovou o contrato de Osorio até 2030 e estabeleceu uma multa rescisória de 100 milhões de euros (cerca de R$ 604 milhões, na cotação da época) para o exterior e de R$ 59 milhões para o mercado brasileiro (baseada no salário do atleta, até 2 mil vezes mais).
Na negociação, o Tricolor manteve 60% dos direitos econômicos do atleta. Os outros 40% pertencem ao Desportivo Brasil, clube pelo qual o zagueiro atuou antes de chegar a Cotia.
Roger Machado lançou Osorio na equipe principal em maio, no empate por 0 a 0 com o O’Higgins, no Chile, pela Copa Sul-Americana. Desde então, o zagueiro fez sete partidas entre os profissionais.
O jogador passou a ter mais oportunidades depois das mudanças no sistema defensivo com o afastamento de Arboleda, por problemas de indisciplina, e a rescisão de Dória.
A maturidade do jogador chama atenção internamente e rende elogios. Canhoto, o atleta gera, inclusive, comparações com Beraldo, revelado pelo São Paulo e destaque na campanha do título da Copa do Brasil de 2023, sob o comando de Dorival Júnior.
O jogador foi vendido no final daquela temporada ao PSG por 20 milhões de euros (cerca de R$ 107 milhões na cotação da época). Osorio é visto como um ativo para futuras negociações do São Paulo.
O início
Nascido em Uberaba, em Minas Gerais, Osorio deu os primeiros passos no futebol no AECAI, projeto voltado ao desenvolvimento de jovens por meio do esporte. Foi ali que conheceu Carlos “Chiclete”, um dos fundadores da associação e responsável por descobrir o zagueiro na infância.
A relação entre os dois ultrapassou o futebol. Chiclete acompanhou de perto a formação de Osorio e se tornou uma das principais referências na trajetória do jogador. Até hoje, costuma visitar o CT da Barra Funda para acompanhar a evolução do defensor, que também é padrinho do projeto onde começou a jogar.
Na infância, Cabecinha, como Osorio era chamado, atuava como meia. No entanto, por causa de sua altura, foi recuado para atuar como zagueiro.
Aos 10 anos, Osorio passou a treinar no Desportivo Brasil, clube do interior paulista. Inicialmente, alternou períodos de treinamento e avaliações até se transferir em definitivo para a equipe aos 14 anos.
Fonte: Globo Esporte