
O objetivo do São Paulo de se classificar para Copa Libertadores passa por uma vitória nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Internacional, no Morumbi, pela 37ª rodada do Brasileirão. Porém, a preparação para o compromisso decisivo se deu em meio a um cenário de abatimento, instabilidade e desgaste de uma temporada de altos e baixos.
O cenário de instabilidade começou ainda no sábado, quando a equipe perdeu de virada para o Fluminense por 3 a 1, no Maracanã. Na partida, o meio-campista Patrick mostrou-se insatisfeito por deixar o jogo no intervalo, substituído por Galoppo.
A reclamação do jogador, principal contratação da temporada, ratificou o ambiente desgastado do clube. Há relatos de insatisfação sobre a forma na qual Rogério Ceni faz muitas cobranças no dia a dia. O treinador segue sem anunciar a permanência para 2023.
Patrick treinou com o grupo nos últimos dias e deve ser titular diante do Internacional. Porém, o caso ocorrido no Rio de Janeiro acabou seguido de uma segunda-feira silenciosa e de abatimento. O clima no CT da Barra Funda, na véspera do jogo, não foi bom.
A discordância entre jogador e treinador foi enxergada como algo normal dentro do ambiente competitivo. Nem Patrick, nem São Paulo e nem Rogério Ceni se pronunciaram publicamente sobre as cobranças do meio-campista no fim de semana.
Neste momento, o São Paulo se apega à briga por uma vaga na Libertadores para amenizar o princípio de crise. O time tem 51 pontos e abre a rodada fora da zona de classificação – os oito primeiros vão disputar o principal torneio continental.
O futuro de Rogério Ceni e de outros jogadores, portanto, deve ser definido somente depois da última rodada. A diretoria aprova o trabalho do treinador, que levou o São Paulo a duas finais (Paulistão e Sul-Americana) e uma semifinal de Copa do Brasil.
Entretanto, episódios anteriores de desgaste com o elenco comprometeram o trabalho de Rogério Ceni. Na primeira passagem pelo São Paulo, o ídolo teve como um ponto negativo o arremesso de uma prancheta que atingiu Cícero, durante uma cobrança ao elenco.
No Cruzeiro, Ceni também se desgastou com o elenco, em casos expostos por nomes como Thiago Neves e Dedé. No Flamengo, um funcionário chegou a ser demitido do clube após ter um áudio vazado no qual direcionava duras críticas ao treinador.
Esse desgaste já passou da ora de encerrar e mandar o Ceni embora, pois ele já está fazendo horas extras a muito tempo…
Se tivéssemos um técnico bem melhor (não digo de ponta) que ele, não estaríamos nessa situação de ganhar de qualquer maneira para torcer em uma “possível” pré libertadores…
Que fasssssse infernal que não acaba nunca!!!!
Relação esgarçada… Divórcio à vista para o bem de ambas as partes.