Os últimos dias têm sido movimentados nos bastidores do Conselho Deliberativo do São Paulo. Ainda sem uma data prevista para votar a criação de um fundo de investimento para Cotia, conselheiros se dividem em seus grupos e dão sinais de que o tema será uma pauta delicada.
Antes de o assunto ser levado oficialmente ao Conselho Deliberativo, Julio Casares tem conversado com grupos de conselheiros para apresentar detalhes da proposta de criação de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) que promete captar ao menos R$ 250 milhões para as categorias de base do São Paulo, podendo chegar a R$ 350 milhões caso o clube atinja metas previamente estabelecidas, em parceria com a Galapagos.
Na última quarta-feira, o presidente se reuniu com conselheiros. Foram três reuniões para debater a criação do fundo. Existe a possibilidade de, na próxima semana, o dirigente participar de um encontro ainda maior, com sua base aliada, para novamente apresentar detalhadamente a proposta.
Enquanto isso, mas sem a participação de Julio Casares, conselheiros tentam definir um caminho a ser seguido numa eventual votação da criação do fundo de investimento. A tendência é que os grupos que formam o Conselho Deliberativo com 258 membros votem em blocos, mas isso pode mudar.
Dentro da própria base aliada da situação, relatos ouvidos pelo ge apontam para uma divisão. Neste momento, há apoiadores do atual presidente relutando para aprovar a criação do fundo. Outros grupos também não têm uma unanimidade sobre o assunto.
É também por isso que Julio Casares está disposto a participar desses encontros para dar detalhes e explicar como pode ser o fundo de Cotia. O presidente entende que, assim, será capaz de mostrar sua importância para os conselheiros.
– Nós vamos esclarecer para cada grupo. Se tiver grupo de 20, nós vamos fazer 10 reuniões com 20 conselheiros. Para esclarecer as vantagens, a visão estratégica dele. O São Paulo vai decidir, e qualquer que seja a decisão, ela não é uma decisão política, ela tem que ser uma decisão técnica, de alinhamento estratégico com o futuro. É simplesmente assim – disse Casares, em entrevista exclusiva ao ge.
Alguns relatos ouvidos pelo ge indicam que um dos pontos de descontentamento de diversos conselheiros é em relação aos valores da parceria, que prevê até R$ 350 milhões ao São Paulo, com “apenas” R$ 250 milhões garantidos. Nesta temporada, o Tricolor arrecadou R$ 234,2 milhões só com negociações para vender atletas.
O que é o fundo de Cotia
Em parceria com a Galapagos, a mesma gestora que cuida do seu fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC), a diretoria do São Paulo propõe a criação de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) que promete captar ao menos R$ 250 milhões para as categorias de base, podendo chegar a R$ 350 milhões caso o clube atinja metas previamente estabelecidas.
Estes valores, caso o projeto seja aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube, serão referentes à compra de 30% das “ações” do fundo e serão pagos pela Galapagos. O Tricolor ficará com 70%. As ações, futuramente, poderão ser compradas por pessoas comuns.
O São Paulo, por determinação do plano de governança montado para o fundo, terá um diretor de vendas e um headscout (espécie de chefe de recrutamento) dedicados exclusivamente à base.
Para sair do papel, porém, o fundo de Cotia precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo, depois de já ter sido aprovado pelo Conselho de Administração. Ainda não há uma data para o assunto ser votado.
Fonte: GLobo Esporte
Nota do PP: Júlio Casares entrou em desespero, porque grande parte da sua base, inclusive de seu partido político, votará contra o fundo. Nesse momento os números indicam uma fragorosa derrota sua. Porém, como tudo na política do São Paulo é dinâmico, nós estamos apurando um movimento nada republicano que $urgiu nesta quinta-feira. Pacote $endo oferecido.
Não duvido que esse conselho vendido aprove esse absurdo. Basta começar a aparecer alguns envelopes com umas verdinhas e já era.
Mesmo porque a grande maioria só está aí para tirar algum proveito.
Tenho 54 anos e sou sócio do clube desde criança mas não frequento a algum tempo. Conheço bem como funciona, são raros os conselheiros que pensam realmente no clube, a grande maioria vota de acordo com os interesses do grupo que pertencem.
Esse sujeito é o pior presidente da história do São Paulo FC.
Mas o que ainda me surpreende é que, vaidoso como é, não se incomode com o quão funesto será o seu legado para a história do clube… Talvez os eventuais benefícios no curto prazo, seja lá quais forem, lhe estejam sendo suficientes.
PP, fica tranquilo! Já era! O pavão perdeu! O SPFC venceu!