Rogério Caboclo oficializou sua candidatura à presidência do São Paulo. Se já era revoltante que ele permanecesse no conselho (vitalício), a ideia de que ele se sinta à vontade para voltar aos holofotes e concorrer ao cargo mais alto do clube é abjeta.
O dirigente conseguiu ser defenestrado do comando da CBF, em 2021, na sequência de acusações de assédio sexual e moral. Nas mensagens divulgadas à época, testemunhamos Caboclo perguntando à sua funcionária se ela se masturbava e a chamando de cadela, entre outras indignidades.
Este é o homem que figuras importantes do establishment tricolor querem içar ao poder.
Em reunião filmada por um dos presentes e publicada pelo colega Gabriel Sá, ele recebe o apoio de Olten Ayres e até de membros da gestão de Harry Massis, atual presidente e rival de Ayres. Uma das comensais era Cleo Prado, diretora do futebol feminino do clube. À parte o jogo político, sempre impalatável, é impossível não lastimar um grupo de pessoas influentes em uma dos maiores instituições do país batendo palmas para alguém com o histórico de Caboclo. Pessoas que, supostamente, enxergam nele a alternativa ideal para atravessar o momento mais turbulento da história do São Paulo, inclusive do ponto de vista ético.
A cena do encontro é toda aviltante. Um monte de ricos brancos, na sala de jantar de um apartamento suntuoso, entoando um grito de guerra que uma mulher ligada ao clube definiu como “enraizado no patriarcado”, louvando um dirigente derrubado do posto mais alto que já ocupou por assédio sexual. Como se não houvesse qualquer problema em dar este tipo de validação, acesso e poder a este tipo de homem. Como se não houvesse consequências.
Nada para ver aqui, ralé. Todos circulando. Deixem que a gente sabe o que é melhor para vocês.
Está difícil eleger o maior constrangimento a que o São Paulo está submetendo sua torcida nos últimos anos. Escândalos de corrupção variados, caneta emagrecedora contrabandeada, departamento médico sucateado, impeachment, demissões repentinas, áudios vazados, caixa vazio. Ao promover Rogério Caboclo como a opção certa para presidir o clube, estes cardeais conseguiram tomar a frente da lista da vergonha.
Não minimizemos o que está acontecendo. A eleição de Caboclo será um desastre para a história do clube e para qualquer pessoa que se importa com a segurança das mulheres.
Fonte: Uol – Alicia Klein
A cada noticia do SP eu penso que não poderá ter nada pior…de repente, boom!! Conseguem se superar.
Qual será a próxima?
Fiquem tranquilos que certamente haverá alguma nova noticia pior, e outra, e outra…