A caça às bruxas continua a todo vapor no São Paulo. Quando digo “caça às bruxas” estou falando da busca pela aniquilação dos poucos que ainda ousam bradar contra os presidentes Júlio Casares e Olten Aires de Abreu filho.
Recentemente o Conselho Deliberativo arquivou pedido feito pela oposição de afastamento provisório dos conselheiros Douglas Schwartzman e Leonardo Serafim, do Conselho Deliberativo, e Carlos Miguel Aidar, do Conselho Consultivo. Ambos são réus, com mais várias pessoas, no Ministério Público, em processos que vão desde Iago Maidana a Far East.
Esses conselheiros foram indiciados por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, entre outros crimes, para o Conselho de Ética achou que não havia fato para afastá-los. Olten Aires de Abreu Filho entendeu que é necessário esperar a condenação final na Justiça para alguma atitude ser tomada.
Olten também não deu andamento a um possível afastamento de Rogerio Caboclo, que está afastado da CBF por assédio moral contra suas secretárias.
Recentemente houve uma tentativa de expulsar do Conselho Marco Aurélio Cunha. MAC assumiu um cargo gerencial no Avaí. Luiz Fernando Rodrigues Pinto Júnior, sócio do São Paulo e procurador de Justiça, se apegou ao Artigo 10 do regimento interno do novo estatuto para processar MAC.
Ocorre que o Avaí não era adversário direto do São Paulo. O estatuto proíbe conselheiros atuarem para clubes concorrentes. Eles precisam se licenciar. MAC se licenciou, mas assim mesmo o processo andou. E o Avaí, por estar na série B, não era, como eu disse acima, concorrente direto do São Paulo. O caso só foi arquivado porque o presidente do Conselho Deliberativo sentiu que seria derrotado. Então o melhor foi arquivar.
Agora, há duas semanas, ele aceitou um pedido feito por Douglas Schwartzann para processar Roberto Natel, que o teria acusado de ser o hacker do São Paulo. Na realidade a matéria foi do Tricolornaweb e apontou para a coincidência dele ser o único sócio do São Paulo morador do prédio de onde saíram os e-mails que chantageavam os conselheiros, cuja autoria fora dada pelo então presidente Leco para Roberto Natel.
A polícia continua investigando. Aliás, é bom que se ressalte – tenho comigo o processo – Douglas Schwartzmann já foi intimado três vezes para comparecer à delegacia, e não o fez.
Tudo isso sem contar, é claro, a tentativa de golpe do estatuto que está congelada, não arquivada.
Paulo Pontes
O São Paulo é um “case” de como não se administrar. Impressionante, vai contra tudo o que é pregado. Essa perseguição aos opositores só tem paralelo no fascismo e no socialismo. Deplorável nódoa maculando a história do clube.
Este quadro já foi pintado por JJ, todos que vieram depois são seguidores dos seus conceitos de gestão. Pelo visto, é o que boa parte dos associado entende ser o ideal para o clube, afinal, o coração de grande parte deles está em outras paragens, como tocas, mar, chiqueiro e afins. Simples assim.
Sem dúvida a pior gestão da história do SPFC!! O Leco não é nada perto desses caras!!
Mudaram a votação do estatuto para o dia 16.12, porém contamos com a sua preciosa ajuda, Paulo Pontes, para ficar em cima deste absurdo!
Dia 16.12 deveria ser um dia especial para o SPFC, porém pode ser o dia do início do fim!
Estou fazendo e continuarei fazendo tudo o que estiver ao meu alcance