Aliados sugerem que Casares renuncie ao cargo antes de votação

Aliados de Julio Casares no São Paulo têm aconselhado ao presidente que renuncie do cargo até sexta-feira, data da votação do impeachment no Morumbis.

A reunião no Conselho Deliberativo acontece na sexta, um dia depois do jogo do São Paulo contra o São Bernardo, pelo Paulistão. Estão marcados protestos de torcedores para os arredores do estádio.

Nos últimos dias, pessoas próximas ao presidente têm sugerido que ele evite a exposição pública de passar por um processo como esse, entregue o cargo e mantenha os seus direitos políticos. Neste caso, o vice Harry Massis Junior, de 80 anos, assumiria a função até o fim do mandato.

Em 2015, diante de denúncias que colocavam a sua governabilidade em xeque, Carlos Miguel Aidar renunciou ao cargo de presidente. O cargo ficou com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, então presidente do Conselho Deliberativo.

Diante da possiblidade, o ge entrou em contato com Julio Casares e questionou se existe a possibilidade de renúncia, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

A reunião desta sexta-feira para discutir o impeachment será híbrida, com voto secreto e envolver 254 conselheiros. São necessários 171 votos favoráveis para que Casares seja afastado do cargo temporariamente até a nova votação, em até 30 dias, feita em Assembleia com os sócios.

Impeachment
Conselheiros do São Paulo protocolaram em 23 de dezembro, dias antes do Natal, um requerimento com 57 assinaturas pedindo a convocação de reunião extraordinária para discutir o impeachment do presidente Julio Casares. O documento foi protocolado pelo grupo que reúne conselheiros da oposição do São Paulo, o Salve o Tricolor Paulista, com a assinatura, também, de 13 membros de grupos de situação.

A pressão em Casares começou com a reportagem do ge que revelou exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados. Em áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participar de um esquema para uso clandestino de um camarote no show da Shakira, em fevereiro de 2025.

Enquanto o caso ganhava destaque, a Polícia Civil já mantinha uma inquérito aberto atuando em algumas frentes de investigação, uma delas sobre supostas irregularidades no departamento de futebol, e outra em relação às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Julio Casares.

A Polícia Civil investiga, por exemplo, a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares. Outra investigação tenta explicar a razão de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.

Um comentário em “Aliados sugerem que Casares renuncie ao cargo antes de votação

  1. Inacreditavel que caso renuncie Casares passe a integrar o Conselho Consultivo junto com Aidar e Leco, que ajudaram a afundar o SPFC. Após as investigações na esfera criminal espero que os envolvidos saiam do spfc.

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