Tem rolo pegando por aí e queremos saber onde foi parar o dinheiro. A Live Nation tem no contrato com o São Paulo a autorização para fazer seis shows. Não são seis artistas. São seis dias. AC/DC deu três dias de show, conta-se como sendo três shows.
Dito isso, entre 2024 e 2026 (até esse momento, foram realizados 23 dias de shows: nove em 2024, cinco em 2025 e nove em 2026, até agora). Ainda teremos três dias em outubro com o grupo BTS. Isso totalizará 26 dias de shows em três anos, sendo que o contrato prevê 18 nesse período.
Pelo contrato antigo a Live Nation pagava R$ 1 milhão por dia extra, antecipadamente. Não sei se houve alteração para mais na renovação ou foi mantido o mesmo valor. O fato é que Massis falou no encontro com a mídia alternativa que não tinha recebido dinheiro algum da Live Nation, que tudo foi pago ao Casares, como antecipação de receita na ordem de 50%. Mas que se ocorressem show extras, ele receberia. Já estávamos nos extras. Portanto, ele mentiu.
Pior: Massis disse que poderia não autorizar algum show extra, se coincidisse com datas importantes de jogos. Mas vamos jogar contra o Corinthians na Vila Belmiro, porque haverá shows no Morumbi. E foram Massis e Eduardo Toni que assinaram a autorização para esses eventos. E nós continuamos sem o Morumbi.
De novo eu pergunto: cadê os R$ 8 milhões que deveriam ter entrado com esses oito dias extras da Live Nation?
Quem pergunta, quer resposta.
Paulo Pontes
O São Paulo e os São-paulinos estão pagando por cada pecado criado pela Era Juvenal. O período de Live Nation Stadium é só mais uma punição…