
Ex-diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo, Mara Casares pediu à Justiça a abertura de uma investigação sobre vazamentos no inquérito no qual ela é investigada. O procedimento apura um possível esquema de venda de camarotes clandestinos no clube.
A defesa de Mara, que é ex-esposa do ex-presidente Julio Casares, apontou vazamentos e reclamou da repercussão da operação de busca e apreensão que atingiu o Morumbis e sua casa no último dia 21 de janeiro. Os representantes dela pediram ainda a abertura de um procedimento investigatório específico sobre os vazamentos, mas a Justiça negou o pedido.
“Não se realizou coletiva de imprensa, tendo havido apenas pronunciamento restrito ao cumprimento de mandados de busca, circunstância de conhecimento público e inevitavelmente perceptível diante da movimentação típica das unidades da Polícia Judiciária. Em nenhum momento houve divulgação de informações acerca da natureza dos bens apreendidos, tampouco indicação de locais ou de investigados específicos, até porque a apuração não se limita a um único alvo”, disse a decisão….
A decisão também diz que o acesso aos autos será liberado a todos os advogados que defendem os investigados após a chegada dos relatórios da operação de busca e apreensão.
Mara Casares aparece no áudio que deu origem à investigação, ao lado do ex-diretor adjunto da base do São Paulo Douglas Schwartzmann. Em ligação telefônica com a intermediária Adriana Prado, Mara e Douglas discutem o aluguel de um camarote no Morumbis – os próprios dirigentes usam os termos “clandestino” e “irregular” ao se referirem ao negócio.
O caso é foco de um dos três inquéritos policiais instaurados para apurar fatos ligados ao São Paulo. A Polícia Civil e o Ministério Público apuram também depósitos em dinheiro vivo na conta do ex-presidente Júlio Casares e denúncias de corrupção no departamento social.
Todas as investigações correm sob segredo de Justiça, e MP e Policia Civil não oferecem detalhes sobre o seu conteúdo.
Fonte: Uol