O ex-gerente executivo do São Paulo, Alexandre Pássaro, fez duras críticas ao trabalho de Conselheiros no clube. Pássaro ocupou o posto até o final de 2020, não estando nos planos de gestão do atual presidente Julio Casares, que assumiu o cargo no começo do último ano.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, o ex-dirigente afirmou que ‘qualquer um’ pode ter a carteirinha que o denomina como membro do Conselho. Ainda completou que muitos entram no cargo não pensando em beneficiar o clube, mas sim a si próprios.
– Político, conselheiro… Tem uma carteirinha que qualquer um pode ter. Basta ser sócio por um certo tempo e ser eleito conselheiro, você não tem que ter uma habilidade especial. É o cara que está ali, se esforça, investe dinheiro para ter voto. Quando ele tem essa carteirinha, ele mexe os pauzinhos para que o cara que ele colocou lá, que é o mesmo cara do ‘me ajuda com ingressos?’, ‘leva meu filho no vestiário’, mantenha o poder. Todo mundo que ter poder, quer saber a escalação, tirar foto com o Calleri – disse.
– Esse cara acha que tem um poder diferente do torcedor que nunca entrou no clube. Eu ainda acho que sócio-torcedor tinha que ter mais direito que o sócio do clube. O conselheiro paga para usar a piscina, ele não paga para ajudar o time. É um fardo – completou.
Em meio a suas críticas, afirmou que além de ‘agir como torcedor’, o papel de muitos que ocupam cargos como estes é provocar a imprensa, ao vazar informações sobre reuniões realizadas com outros dirigentes.
– Ele acha que tem poder de criticar, cobrar de forma diferente. Ele está em um meio político. Poucos ajudam, lógico que tem, mas pela massa acaba atrapalhando. A massa fala mais alto. Interferem em notícia, imprensa, vazar informação, comentar ‘que está uma pressão’. Aquela reunião que tem com presidente vaza e para na imprensa – disse.
Entretanto, Alexandre Pássaro destacou que não são todos os Conselheiros que agem desta forma. O ex-gerente executivo relembrou os tempos onde atuava na gestão do São Paulo, e destacou exemplos de membros mais velhos que sabiam tudo sobre a história do clube – muito por conta do contato de longo prazo – e afirmou acreditar que a presença destes é importante.
Ao discordar da presença do Conselho na gestão do time, trouxe como exemplo equipes de ligas europeias e de clubes como o Botafogo.
– Se você pegar as melhores ligas do mundo, essa figura não existe. Não existe essa figura. No São Paulo, tinha conselheiro de 85, 90 anos. Você sentava com ele e dava para conversar, eles sabiam a história do clube. Esse cara é um guardião da história. Agora você estar da sua casa, ver seu time perder e achar que tem tirar técnico? Isso é coisa de torcedor. Torcedor torce, profissional trabalha. Conselheiro só atrapalha. Se fosse bom, John Textor tinha comprado o Botafogo e mantido o Conselho – concluiu.
Saída de Daniel Alves
O ex-gerente executivo de futebol do São Paulo, Alexandre Pássaro, falou da saída polêmica de Daniel Alves da equipe e opinou sobre o posicionamento adotado pelo jogador ao tratar do Tricolor paulista.
Pássaro deixou o posto no clube no final de 2020, não estando nos planos de gestão do atual presidente Julio Casares, que assumiu o cargo no começo do último ano. Já Daniel Alves teve sua rescisão de contrato anunciada em setembro de 2021, motivada por uma dívida milionária do clube com o atleta, de aproximadamente R$ 16 milhões. Ao que tudo indica, as pendências do Tricolor com o jogador serão quitadas em um prazo de cinco anos.
O ex-dirigente falou sobre toda a polêmica que envolveu a passagem do lateral-direito – que atualmente joga pelo Pumas – com o São Paulo. Pássaro partiu em defesa a Daniel Alves, destacando que mesmo que tenha causado estes problemas, soube separar seu lado profissional do lado torcedor.
– O São Paulo foi campeão uma vez nos últimos 10 anos e o Dani estava ali. Ele jogou. As pessoas que olham de fora pensam que ele deve ter raiva do São Paulo… eu conversando com ele, chamou a esposa e os amigos, e no horário de jogo do São Paulo ninguém pode mexer com ele. Tem outro jogador são-paulino no Pumas… ele não acreditou que tinha perdido: ‘Eu sou são-paulino’. Você vê que ainda é autêntico, mas ele separou o que era função como jogador e o que era o sentimento como torcedor – disse.
Daniel Alves retornou para a equipe em 2019, estando presente no título do Campeonato Paulista de 2021. O contrato do jogador com a equipe ia até o final deste ano. Pássaro destacou que, mesmo com a relação conturbada, o atleta nunca deixou de torcer pela equipe, citando que o problema maior foi com o departamento do clube. Também falou sobre a relação com Fernando Diniz – técnico que estava no comando do time quando ainda atuava no Brasil.
– Daniel continua com muito carinho. Eu estive lá e vi, ninguém me contou. Ele torce, assiste jogo do Fluminense para torcer pelo Diniz… o que aconteceu foi com o Daniel Alves profissional com o departamento de futebol do São Paulo. Ele segue torcendo pela instituição – completou.
Para o ex-gerente executivo, Daniel Alves não foi ‘vilão’ nesta história. A atitude do jogador gerou uma reação negativa por parte da torcida, muito pela dívida que o São Paulo enfrenta – estimada em cerca de R$ 700 milhões. Ainda em entrevista, revelou que o lateral chegou a descumprir ordens médicas para voltar a jogar e não prejudicar o restante da equipe.
– Não (foi vilão). Ele seria vilão se fizesse corpo mole, não treinasse, ficasse fora de jogo, forçasse cartão amarelo, se fingisse lesão… O Dani nunca tirou o pé de uma dividida, que é o mínimo, é pago para fazer isso. Ele teve uma lesão de braço que foi três meses (pra voltar), ele voltou em 28 dias contra ordem médica. Ele falou que assumia (a responsabilidade) – concluiu.
No São Paulo, Daniel Alves somou 95 partidas, com dez gols e cinco assistências. Recentemente, em julho deste ano, foi anunciado pelo Pumas, do México.
Maldito desgraçado.
Cancro, tumor…uma figura que deve ser banida do clube dd futebol do São Paulo.
Voa Pássaro para bem longe do Morumbi…
Falar agora??? Pq não fez dentro do clube quando podia???