Acordos políticos colocam Pinotti e Olten no mesmo cenário no SP

Mais um nome entra no escopo dos “patrocinadores” do nome de Rogerio Caboclo para a presidência do São Paulo. E esse com mais força ainda: Olten Ayres de Abreu. De acordo com informações que recebi junto a algumas pessoas ligadas aos dois grupos (Força SP e Novo SP), o nome de Caboclo faz parte de uma sucessão de acordos firmados entre Olten Ayres de Abreu e Vinicius Pinotti.

A origem de tudo pode ter sido o acordo para que o grupo de Olten apoiasse os nomes da oposição para a próxima eleição. Naquele momento Daurio Speranzini era o nome de Pinotti, o mais cotado para encabeçar a chapa. O grupo de Olten indicaria o vice, cabendo ao Salve o Tricolor Paulista o nome do candidato a presidente do Conselho.

Aí veio o segundo round, que era a salvação de Pinotti do processo de suspensão movido por Douglas Schwartzmann no Conselho Delibedrativo, contra ele e Fábio Mariz de Oliveira. Pinotti pediu que Olten se empenhasse no assunto. Ambos foram absolvidos e o relatório da Comissão Disciplinar arquivado.

Mais uma acordo viria na sequência. Cobrando o apoio que deu a Pinotti, Olten pediu ajuda para voltar à presidência do Conselho Deliberativo e viu Pinotti com o Novo São Paulo liderando junto à oposição a campanha de recondução de Olten. Mais uma vitória da dupla.

Com tantos acordos e similaridades políticas, Olten lançou, internamente, o nome de Rogerio Caboclo como candidato da chapa de oposição. Pinotti abraçou a ideia e traiu Daurio Speranzini, o tirando da disputa (Daurio saiu por sentir-se isolado).

Importante salientar que Eduardo Alfano e Kaue Lombardi, ambos do grupo de Daurio e Pinotti, participaram ativamente de toda a sequência de acordos. A ideia, no salvamento de Olten, era jogar no colo do Salver o Tricolor Paulista a conta a ser paga pela decisão indigesta e sair limpo da história.

O problema é que todos perceberam o movimento. Olten está muito enfraquecido politicamente e Pinotti não reúne mais força para indicar o candidato, a não ser pelo poderio financeiro que detém.

Por tudo isso acho que a candidatura de Caboclo nasceu morta. Afinal, o São Paulo precisa virar a página e não ter um aliciador como presidente. Nesse contexto começa a surgir a formação de uma chapa de oposição, que restitui Daurio para presidente, com Carlos Sadi como vice e Caio Forjaz para o Conselho Deliberativo.

Já pelo lado da situação, Adilson Alves da Silva permanece como candidato, porém o nome que era cotado para ser vice está derretendo em razão das denúncias: Vinicius Medeiros. Aliás, Vinicius é um dos articuladores da absolvição do Dedé. Ao lado de parte do legião, antigo grupo do próprio Dedé e do Vanguarda (Massis, Pupo, Serafim), Vinicius Medeiros se apoia em Marcio Sayeg para salvar Dedé.

Paulo Pontes

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