O São Paulo está a três pontos dos 45, o número mágico contra o rebaixamento. Se vencer uma vez (ou empatar três), assegura que, em 2027, vai seguir na elite do Campeonato Brasileiro. O problema é que essa é uma exceção entre as confirmações do clube para 2027.
Com eleição em dezembro, as principais decisões referentes ao planejamento da temporada de 2027 vão ficar para a próxima gestão. Isso quer dizer que definições sobre o elenco, treinador e departamento de futebol só serão tomadas pelo novo presidente.
A situação gera incertezas para jogadores e funcionários, que não sabem como será a continuidade de seus trabalhos.
Dorival fica? Depende de $$
Uma das principais dúvidas envolve o técnico Dorival Júnior, que tem contrato somente até o fim de 2026. “O próximo presidente não tem obrigação nenhuma de uma renovação, nem tampouco de uma continuidade. Tem que saber o que é melhor para o São Paulo”, disse o próprio treinador, após a vitória sobre o Vasco, no sábado.
O UOL apurou que a permanência do treinador dependerá das condições financeiras colocadas à mesa por uma eventual próxima gestão. O custo atual da comissão de Dorival é de R$ 2 milhões mensais.
Existem dúvidas, também, sobre a permanência de integrantes da comissão técnica fixa e de profissionais do dia a dia do CT da Barra Funda.
Renovações e reforços: próxima gestão
Outro que está em situação indefinida é Rafinha, executivo de futebol. Seu vínculo vai só até o fim do ano. Com isso, o planejamento macro para a próxima temporada também é uma incógnita.
Caberá a uma gestão que assume em dezembro definir a situação de jogadores com contratos perto do fim, avaliar saídas e possíveis contratações em definitivo de atletas emprestados. Tarefas que seriam de Rafinha.
Entre os casos mais importantes são Lucas Moura e Rafael Tolói, ambos com contrato até dezembro e vencimentos altos, que precisarão ser avaliados para 2027. Em entrevista após vencer o Vitória no Campeonato Brasileiro, Lucas evitou cravar sua permanência no clube e admitiu a interferência da eleição presidencial são-paulina:
“A gente não sabe como vai ser o futuro do clube politicamente, quem vai ser o presidente. Provavelmente isso também interfira na questão
da renovação, mas o foco era eu voltar bem, recuperar dessa lesão e agora vamos ver os próximos passos e continuo fazendo meu melhor pelo clube”, disse o camisa 7.
O clube também precisará decidir se exercerá a opção de compra ou buscará acordos para manter os emprestados Iago, Cauly e Artur, além das renovações dos jovens Matheus Belém, Young e Felipe Preis.
Naming rights e patrocinador master em aberto
Além das dificuldades no planejamento do departamento de futebol, o próximo presidente do São Paulo também terá delicadas missões extracampo.
A Mondelez decidiu não renovar o contrato de naming rights do MorumBIS, que termina no fim deste ano e rende cerca de R$ 25 milhões anuais aos cofres do clube. Caberá ao próximo presidente negociar um novo acordo para os direitos de nome do estádio e buscar uma empresa interessada em assumir o espaço comercial.
Outra incerteza envolve a Superbet, atual patrocinadora máster do São Paulo. A medida provisória que proíbe a atuação das casas de apostas no Brasil coloca em dúvida a continuidade do vínculo e pode obrigar o clube a procurar um novo patrocinador máster para ocupar o principal espaço da camisa.
Como está o clima político
Até o momento, apenas um candidato oficializou sua candidatura à presidência do São Paulo. Pela oposição, Marcelo Portugal Gouvêa encabeçará a chapa, com Eduardo Alfano como vice-presidente e Fábio Mariz como candidato à presidência do Conselho Deliberativo.
A chapa de situação ainda não oficializou um nome para a disputa. Internamente, o favorito é Vinicius Medeiros, integrante do grupo Legião Tricolor.
O favoritismo eleitoral passa pela eleição do Conselho Deliberativo. Dentro dos 160 conselheiros vitalícios, o UOL apurou que a oposição possui maioria. Entre os 100 conselheiros eleitos, por outro lado, a situação conta atualmente com ampla vantagem.
A composição desse segundo grupo mudará no fim de novembro, quando será realizada a eleição para definir os novos 100 conselheiros eleitos. A oposição planeja eleger ao menos 40 cadeiras, o que tornaria Marcelo Portugal favorito ao posto de presidente.
Se a Oposição for eleita, a proposta é de uma reformulação completa dos cargos executivos e de redução nas despesas mensais do futebol. A situação, por sua vez, ainda não expôs seu planejamento para o próximo triênio.
A indefinição sobre quem comandará o clube a partir de 2027 interfere diretamente nas decisões que precisam ser tomadas nas próximas semanas. Com o Brasileirão se encerrando no dia 2 de dezembro, o São Paulo terá pouco tempo entre o encerramento dos compromissos esportivos, a eleição e o início da preparação para o próximo ano.
Fonte: Uol
Que tristeza…
Foi o que nos restou: permanecer na série A.
Não vou dizer na elite porque, mesmo na série A, pelo menos 10 times não poderiam ser taxados como de elite.
Podem ser “elite” pelo tamanho de suas folhas de pagamento; entretanto, quanto ao futebol jogado jamais…