Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo trouxe um empate de Recife, por 2 a 2 com o Sport, depois de estar perdendo por dois a zero e ir buscar a igualdade no último minuto de jogo. Foram dois tempos completamente distintos: um primeiro tempo horrível, com o São Paulo tomando um verdadeiro baile do lanterna do Brasileiro e um segundo tempo digno de um time de nossa estrutura, merecendo até a virada e a vitória.
Crespo optou por poupar jogadores visando o jogo de terça-feira contra o Atlético Nacional, pela Libertadores. Não levou para Recife Alisson, Marcos Antonio, Rafael e Luciano. Deu oportunidade para jovens, como Maik e Rodriguinho, para quem fica sempre no banco, como Patryck, Pablo Maia, Luan, Dineno e Tapia e mudou o esquema tático, saindo do 3-5-2 para o 4-3-3. Não deu certo.
Maik e Patryck fizeram um primeiro tempo desconcertante. Ambos foram completamente envolvidos pelos atacantes pernambucanos; Pablo Maia e Luan, fora de forma ou sem condição física, não conseguiam acompanhar Lucas Lima; a dupla de zaga batendo cabeça; o ataque absolutamente morto; e um goleiro que com dois minutos de jogo entrega uma bola nos pés de Lucas Lima para que ele fizesse o gol. E o segundo também absolutamente defensável. Ou seja: a torcida que pediu Young hoje reflete sobre os xingamentos a Jandrei.
Crespo percebeu que estava sujeito a tomar uma goleada caso não alterasse o time e resolveu mudar. Voltou com Lucas no lugar de Rodriguinho e o time começou a se encorpar. Depois colocou Ferraresi, Bobadilla, André Silva e Henrique. E esse foi o grande diferencial.
Ferraresi conseguiu dar mais segurança à defesa, já que Alan Franco, jogando pelo lado direito, é uma tragédia; Bobadilla encorpou o meio de campo; e Henrique, bem, esse fez o que há muito tempo não vejo alguém fazer no São Paulo. O garoto chamou a responsabilidade para ele, pediu bola e ganhou todas, absolutamente todas as jogadas que participou. Partiu para cima dos laterais, trouxe bolas em diagonal, levou outras para a linha de fundo, bateu escanteios – um deles na cabeça de Lucas para o primeiro gol -, deu passes curtos e longos. Enfim, me fez pensar o que faz um técnico não dar oportunidades para ele, seja Crespo ou mesmo Zubeldia, que nunca lhe deu chance.
Mayk, que tinha feito um péssimo primeiro tempo, marcou o gol de empate e, espero, isso sirva para lhe dar confiança e fazer com que ele consiga apresentar o futebol que tinha na base, mas que até agora não conseguiu mostrar no profissional.
Página virada, agora pensamento focado para terça-feira, no jogo de volta da Libertadores contra o Atlético Nacional. O que tiver que vir, virá.