Amigo são-paulino, tudo o que não poderia acontecer nesse domingo no Maracanã, aconteceu. Miranda, nosso grande baluarte defensivo, errou demais, a ponto de falhar no segundo gol; Crespo errou em tudo, desde a escalação até as substituições; o árbitro errou grotescamente – e propositalmente – ao não expulsar o zagueiro do Fluminense que cometeu o pênalti sobre o Luciano; a consequência de tudo isso foi a derrota, que não poderia acontecer.
Não me conformo com algumas coisas:
- O time precisava de descanso. Teve. Mas parecia cansado.
- O time precisava de tempo para treinar, sem jogos. Teve. Mas não apresentou nada que justificasse o treinamento.
- O departamento médico precisava de tempo para recuperar os jogadores. Teve. Mas não recuperou ninguém.
- Benitez precisava de tempo para aprimorar sua forma físicas. Teve. Mas não aprimorou nada.
Aí foi o que nós vimos em campo. Um time sem noção, correndo do nada, com a zaga falhando muito, um meio de campo omisso e cheio de erros, já que Gabriel Sara não acertou um único passe de um metro que fosse e Igor Gomes…bem, Igor Gomes é Igor Gomes. Galeano é Galeano, ou seja, um ala que não é ala. Então vivemos das descidas de Reinaldo e dos arranques de Luciano. Muito pouco para um time que pretende alguma coisa.
Nossa situação no Brasileiro é desesperadora. Continuamos patinando na região do Z4. Se o Grêmio ganhar as duas partidas que tem a menos do que nós, vai passar o São Paulo e nós mergulharemos na zona de rebaixamento.
E não adianta pensar em achar melhor perder para o Fortaleza no meio de semana. Pode nos aliviar e deixar o time concentrado apenas no Brasileiro, mas por outro lado pode abalar o elenco psicologicamente e gerar uma grande crise no clube.
Enfim, sobrou muito pouco. A esperança que eu tinha de embalar, ganhando do Fluminense lá, depois vencendo os três jogos em sequência no Morumbi (Atlético-GO, Atlético-MG e América), nos colocando no G6, virou preocupação em voltar a torcer contra os que estão na parte de baixo da tabela.
Triste destino para nós, torcedores de um clube acostumado com vitórias e títulos.