Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vão me chamar de um cara chato, corneteiro e outras coisas mais. Afinal, mesmo após uma vitória de 3 a 0 sobre o Bragantino eu ainda encontro motivos para o pessimismo e a crítica.
Não sou daqueles que ficam comemorando cegamente um resultado positivo enganoso, nem faço parte do grupo que só encontra defeitos em tudo o que está perfeito. Portanto, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
A vitória do São Paulo neste domingo foi com muita autoridade. Afinal, ninguém ganha por 3 a 0 por mero acaso. Se bem que, se lembrarmos, o primeiro gol saiu em um contra-ataque iniciado por Patrick, que entrega a bola para Reinaldo que, por sua vez, faz um lançamento brilhante para Rodrigo Nestor por trás da zaga adversária. Então, gol de contra-ataque, o que significa dizer que estávamos sendo pressionados, em nosso campo.
A partir daí, tudo mudou. O Bragantino que era melhor, dominava a partida, sentiu o baque. Ao invés de continuar na frente, recuou no sentido de segurar o ímpeto do São Paulo. Mas o Tricolor passou, então, a dominar a partida e criar chances de gol.
Rodrigo Nestor, jogando como segundo volante, o único lugar onde ele consegue se destacar, fazia grande partida; os dois alas acompanhavam o ritmo; Calleri desequilibrava lá na frente e Patrick mostrava, mesmo jogando abaixo de sua possibilidade, como deve atuar um meia.
Então Rogerio Ceni, ao entrar com essa formação, mostrou para si mesmo que Igor Gomes tem que ficar fora do time; que Gabriel é titular no meio de campo, e não Pablo Maia; e que esse time pode, sim, conseguir a classificação na Copa do Brasil.
Porém aí entra a segunda parte do meu comentário: a questão da instabilidade. O time do São Paulo não é confiável. Assim como fez uma grande partida contra o Bragantino, pode chegar, com essa mesma formação, e cair diante do América-MG. Essa instabilidade preocupa muito e não nos permite projetar algo que seja real para o futuro próximo.
A vitória neste domingo foi de fundamental importância para nos afastarmos do incômodo Z4. Se perdêssemos, estaríamos a três pontos dele. Agora, demos um salto. A distância é muito longa para pleitearmos uma vaga no G6 do Brasileiro, mas também, agora, ficou distante para nos preocuparmos do Z4. Apesar da contagem continuar: faltam 19 pontos para nos livrarmos de vez.