Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, como já era de se esperar terminou o ciclo de Muricy Ramalho no São Paulo. Não influenciei – e quem seria eu para isso – o presidente Carlos Miguel Aidar, mas tomada a decisão, encaminhei-lhe um e-mail afirmando que devemos fazer um busco em homenagem e agradecimento a Muricy Ramalho, mas que seu tempo havia vencido. E pedi encarecidamente para que nunca deixe entrar em seu pensamento, mesmo que por um escorregão, o nome Mano Menezes. O presidente prontamente me respondeu agradecendo as sugestões.
O que falar de Muicy Ramalho? Técnico que montou o Expressinho e com ele foi campeão da Conmebol; que trouxe o estilo Telê Santana e em sua volta ao São Paulo foi tricampeão brasileiro; que em sue terceira passagem pelo clube tirou o Tricolor do rebaixamento, talvez no mome mais difícil que vivemos.
Mas agora Muricy estava sem o comando do grupo. Não por falta de competência, mas por visível problema de saúde, que se agravou a cada dia, principalmente com o sistema nervoso abalado pelos maus resultados do time e pela fritura clara por parte da diretoria.
É antagônico, mas fico muito triste com sua saída, apesar de achá-la extremamente necessária. Se continuasse a frente do time para cumprir seu contrato até o final do ano poderia manchar sua carreira no São Paulo, e ele não merecia isso. Sai e vai cuidar da saúde, ficar com a família e, quem sabe, num futuro próximo, já totalmente recuperado e reciclado, volta ao São Paulo com nova filosofia, ainda que não para ser técnico, mas o gerente de futebol. Garanto que ele iria mandar muito bem.
Não sei quem vem aí. Manifestei, por e-mail minhas preferências ao presidente: Cuca e Wanderley Luxemburgo. Sim, o “profexor”. Acho que acabou aquela repulsa da torcida ao seu trabalho e seria o cara talhado e perfeito para lidar com essas cobras que existem no elenco. Mas sei que ambos não deverão vir, por questões contratuais.
Sobram alguns nomes no mercado. Me sopraram – e escrevi no Alguém me disse – os nomes de Leonardo e Falcão. Não gostaria de nenhum dos dois. Não mostraram nada até agora. Também não vejo nada em Dorival Junior e muito menos Wagner Mancini. Talvez Abel Braga. Para um trabalho quase que imediato, de choque e “porrada”, seria o que mais se assemelha a Muricy e poderia levar o barco até o final do ano. Aí, então, tentaríamos Cuca ou Luxemburgo.
Talvez essa seja o caminho. Mas tem que ser rápido, muito rápido, pois ficar com Milton Cruz por quatro jogos significam as eliminações do Campeonato Paulista e da Libertadores. E o semestre estará definitivamente perdido.