Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o torcedor, que ama verdadeiramente este clube, amargou mais uma decepção nessa segunda-feira. Os pouco mais de 12 mil que estiveram no Estádio (o menor público em seis anos), e os milhares que conseguiram aguentar em frente à TV, viram um time apático, sem força alguma ser facilmente batido pelo Ceará por 1 a 0.
O time precisava dar uma resposta à torcida, ainda que estivesse ausente, mas ficou nítido que o grupo sentiu o golpe da eliminação na Libertadores e não conseguiu fazer nada que empolgasse o torcedor, que mostrasse, ao menos, que é um grupo forte, pronto para uma rápida recuperação e virada de página.
O São Paulo até teve algumas chances para marcar gol, mas esteve longe de um amplo domínio sobre o adversário, que se manteve em bloco baixo para não dar espaços ao Tricolor e conseguiu ser eficiente nas raras oportunidades que teve durante a partida.
O Tricolor segue tendo dificuldades para criar jogadas trabalhadas. A falta de criatividade se dá por não haver à disposição muitos atletas que deem profundidade à equipe. Desta forma, o São Paulo acaba trocando passes entre as intermediárias, mas sem evoluir de forma mais aguda para o terço final do campo. Pesa, ainda, o fato de não termos um meia, já que, acredito, ninguém aqui reputa em Rodriguinho um jogador para essa posição digna de ser nosso cabeça pensante.
Falta também um homem de área. Com Calleri, André Silva e Ryan afastados por contusão (só voltam ano que vem), a diretoria foi empilhando erro sobre erro. Trouxe Dineno, no mesmo momento Tápia, iludiu o torcedor com Marcos Leonardo para trazer Rigoni e usa Luciano, já muito velho de clube. Ou seja: dinheiro que não existe voando pela janela. Provavelmente por saborosos acordos com empresários e todos saem ganhando, menos o São Paulo que só sai perdendo.
Claro que o abalo psicológico pela eliminação na Libertadores tem influência no resultado contra o Ceará, assim como a longa lista de desfalques, mas o São Paulo precisa mostrar mais repertório nesta reta final de temporada se quiser se classificar para a próxima edição do torneio continental. Crespo terá muito trabalho pela frente. Jogadores e comissão devem aproveitar o fato de não serem alvos, pelo menos por enquanto, dos protestos da torcida para iniciar uma retomada.
Aliás, por falar em protestos, um fiasco o que fez a Independente para tentar mostrar força e “independência” na sua total dependências “casarística”. Deu mote ao presidente para demitir Belmonte, o que me pareceu algo bastante combinado entre Casares e o Baby. Até porque a grande manifestação, absolutamente voluntária, foi no final do jogo contra a LDU, com mais de 50 mil gritando a uma só voz o que saía do coração, enquanto a Independente do sr. Baby ficou calada. Agora fez uma manifestação para seus 500 integrantes. Ridículo.