Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, deixando “cornetices” e “tietagens” de lado, observando o que foi o jogo e com que e contra que time jogamos, não podemos ficar frustrados. Quantos jogadores considerados titulares estavam em campo? Se não estou enganado, três: Rodrigo Caio, Jucilei e Lucas Pratto. Oras, jogando contra um time argentino – vou repetir – jogando contra um time argentino, numa panelinha, com um jogador a menos durante 18 minutos, não podemos reclamar.
Minha contestação está em Rogério Ceni ter decidido poupar todo mundo para o “terrível” jogo de sábado, no Morumbi, contra o fortíssimo e arrebatador Linense, podendo até perder por um gol de diferença. Aí sim moram minhas críticas.
Mas Rogério Ceni não foi mal apenas nessa opção, mas nas substituições que fez. Nessa de poupar, deixou Junior Tavares no banco e improvisou, mais uma vez, Buffarini na esquerda. Bolas, era evidente que daria errado, porque sempre deu. E olha que ele se matou em campo. Mas é ruim, e não tem nadica de nada de pé esquerdo. Claro que tomou um cartão amarelo logo de cara, na primeira que foi cortar como destro, uma jogada feita para um canhoto cortar. Isso com cinco minutos de jogo.
Outra coisa é Wellington nem. Continua uma aberração. Teve duas chances absolutamente claras de gol, mas parece não saber chutar. Perdeu os gols. Ah, mas ele era meia. Ok. Não fez uma única assistência. Ah, mas ele, depois, foi jogar aberto. Tá bom, mas não ganhou uma única bola.
Junior Tavares, quando ia entrar, pensei: ele vai tirar o Buffarini. Simples assim. Ou então, vai tirar o João Schmidt, colocar o Buffarini na direita, o Araruna no meio e pronto. Quando vi que ele tirou o Chaves, rapidamente imaginei: vai colocar o Araruna no meio, o Buffarini a direita e resolvido. Não. Ele colocou o Junior Tavares literalmente no lugar do Chaves. Ora, evidentemente coisa boa não ia acontecer, até porque o técnico deles mandou forçar o jogo para cima do Buffarini. Pronto. Expulsão. “Mérito” do Rogério Ceni.
Para piorar mais, ele tira o Shaylon e coloca o Wellington, para arrumar a defesa e nitidamente segurar o empate. Bolas, mas sem entrar o Wellington, o time tinha quatro defensores (Araruna, Lucão, Rodrigo Caio e Junior Tavares), dois volantes (Jucilei e João Schmidt), um meia para ajudar por ali (Shaylon) e dois atacantes (Wellington Nem e Pratto). Por que então colocar o Wellington?
E o Shaylon? Esse aí teve a segunda chance consecutiva e não aproveitou. Entrou e ficou completamente perdido. Em alguns lances alongava um passe curto, mas que não era nem passe, e nem ficava para seu domínio. Ele não sabia o que fazer com a bola. Estava nitidamente assustado.
Levando-se tudo isso em consideração, os erros nas opções e a expulsão, o empate não pode ser considerado como um mau resultado. E é claro que não estou preocupado com essa classificação. Se jogar um tiquinho só de bola no jogo de volta aqui, no Morumbi, em maio, goleia. Mas, por favor, vamos botar o pessoal para jogar. Ninguém se cansa para ir no caixa receber os salários que, diga-se de passagem, estão em dia (e não é mais do que a obrigação do clube). Então vamos lá, porque o momento dos testes já ficou para trás.



