Amigo são-paulino, a vitória do São Paulo sobre o Sport neste sábado, no Morumbi foi fundamental, essencial, obrigatória e nos deu um certo respiro. Analistas dizem que essa é a marca de corte, ou seja, para não correr risco de rebaixamento.
Não concordo. Apenas Chapecoense e Sport (já rebaixados) não podem chegar nesse número. Até o Grêmio pode chegar, se vencer todos os jogos que lhe restam. E os demais, que estão atrás do São Paulo, estão beirando os 40 pontos, podendo chegar a 49. Então estimo que o número real seja 47 pontos, ou seja, precisamos de mais dois ainda.
Aí está meu desespero. Pelo que vem jogando, o time não inspira nenhuma confiança. Como posso acreditar que vamos ganhar do Grêmio em Porto Alegre? Como posso ter certeza que vamos ganhar do mísero Juventude dentro do Morumbi? E do América, em Belo Horizonte?
Após o triste sábado, onde à tarde Palmeiras e Flamengo disputavam o título da Libertadores e nós jogávamos contra o Sport a permanência na Série A, agora me vejo assombrado pelos fantasmas destes adversários, outrora dignos de dó (exceção ao Grêmio) e presas fáceis.
O São Paulo ganhou do Sport quase que por inércia. O time pernambucano é muito ruim. Se o São Paulo fosse um pouco melhor, teria goleado. O dr. Marco Aurélio Cunha, comentarista convidado em nossa transmissão pela Web Rádio São Paulo, disse bem: “o time está jogando sob pressão”. E no CT da Barra Funda parece que ninguém é profissional e também atua sob pressão. Carlos Belmonte, Rui Costa, Muricy Ramalho e todos os outros.
E temos um técnico que prefere abrir mão do talento de Benitez para não ter o trabalho de constituir um esquema tático que permita que ele jogue.
Entendo, portanto, que temos uma diretoria amadora cuidando de um bem maior que é o elenco profissional do clube. Essa é a razão de termos um dos piores anos de nossa história, só não coroado de vez como o mais triste porque ganhamos no Campeonato Mundial Paulista. Pouco para quem um dia assombrou estádios e arrebatou verdadeiros mundiais.