Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo decepcionou – e muito – nesta quinta-feira, ao perder para um time ridiculamente mais fraco e candidato ao rebaixamento. Assim vamos colecionando péssimos resultados contra os mais fracos do campeonato, o que nos dá um indicativo de muita preocupação para o que vem pela frente. Já padecemos contra Fortaleza, Ceará, Avaí, Coritiba e agora o ridículo e grotesco Botafogo.
Rogério Ceni, mais uma vez, tentou ser o suprassumo da inteligência,ao mudar uma escalação praticamente na escadaria do vestiário, que dá acesso ao campo. Anunciou o time com dois na zaga – Arbolerda e Léo – com Gabriel como volante e entrou com três no setor defensivo, incluindo Diego Costa e tirando Gabriel . A justificativa foi equiparar o número de jogadores no meio de campo com o Botafogo.
Não vou ser incoerente, pois já disse que admitia que Rogério Ceni deveria montar o time de acordo com o adversário. Mas há momentos que esse tipo de atitude mais parece uma admissão de fragilidade do que qualquer outra coisa.
Mas nada funcionou. Rodrigo Nestor, de quem se esperava uma boa atuação, foi grotesco. Errou todos os passes, estragou contra-ataques e tomou um drible desconsertante no gol adversário. Igor Gomes foi mais volante do que meia. Também errou quase todos os passes.
Lá na frente Luciano e Calleri ficavam isolados, a bola não chegava, Rafinha não descia, Wellington tem muita força para chegar à linha de fundo, mas é péssimo nos cruzamentos, e nós passamos 45 minutos com um único chute a gol, exatamente de Wellington.
Pior no segundo tempo, quando demos um único chute perto do gol, por parte de Calleri. Aliás, Rogério mudou muita coisa no segundo tempo, mas de novo, nada funcionou. O único que ainda conseguia dar alguma vida no meio de campo, Patrick, foi substituído, por contusão. Aliás, mais uma contusão.
Assim perdemos para um time que certamente brigará muito, mas muito mesmo, para não voltar para a série B. Agora temos o Palmeiras. O que esperar para a próxima sequência? Sinceramente, começo a temer pelo nosso futuro.