Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Brasileiro será para nós, de fato, um grande turbilhão de emoções. Porém, ao contrário do que nos acostumamos a viver, a emoção da briga pelo título, estamos em nova era e também nos adaptando a isso: emoção para fugir da degola. E existe uma única culpada por isso: a diretoria.
Nefasta, como tem sido as últimas, optou mais uma vez por dar mais atenção às copas, deixando o Brasileiro de lado. Afinal, reconhecendo que temos um elenco sofrível, que não suporta um campeonato longo para ser protagonista, vai para as copas que dão mais dinheiro e que, com alguma sorte, se consegue chegar a algum lugar.
O problema é que o Brasileiro rebaixa e essa diretoria, ao que parece, está atrás de mais um título inédito: o da série B.
Vejo uma reunião de um Conselho Deliberativo subserviente ao chefe, que rasga elogios a Dorival Decossau, um ex presidiário por fraudar pobre e velhinhos, como dirigente e que contém, em sua composição, um ginecologista especializado em reprodução humana, que estão resolvendo rapidamente os problemas de contusão. Então, vejamos: Igor Vinicius, Ruan, Hugo, Lucas, Oscar, Calleri, Ferreira, André Silva, Pablo Maia devolvido antes do tempo, fazendo partidas horríveis, nos colocando em risco o tempo todo e tantas outras mazelas.
Aliás, a irresponsabilidade desta diretoria (por privilegiar as copas) é tão gritante, que o tal DEM devolveu Oscar antes do tempo, para jogar de volante num campo horrível como o do Náutico, e o perdemos para o restante do Brasileiro pré-Mundial de Clubes. Então não falem que o DEM é bom nem culpem o “azar” por estarmos com o time desmontado
Jogamos contra o Bahia o mesmo futebol que tivemos contra o Mirassol, o Sport, o Cruzeiro, o Talleres, o Libertad. Enfim, jogamos nada, absolutamente nada. A incompetência é tamanha que o técnico que estava de plantão, porque o oficial estava suspenso, coloca Henrique Carmo aos 46 minutos do segundo tempo. Isso nem Freud explica.
Mas está tudo bem, o Brasileiro não importa mesmo, ainda que possamos correr sérios riscos de rebaixamento. Tanto que Júlio Jack Pavão Casares se deu ao luxo de ir para Munique assistir a final da Champions, com direito a várias postagens nas redes sociais.
Estamos largados às traças. Só lamento que minha saúde está indo embora, por amar tanto esse clube e ver que, por muito tempo, ele não voltará a ser protagonista. Quem viveu, viu o que foi o São Paulo. Quem vive hoje e não viveu esse passado, não vai entender o que nós entendemos perfeitamente: suas glórias vem do passado.