Quando Asprilla acertou um chute preciso de fora da área para o Bolívar e balançou a rede defendida por Rafael aos 15 minutos do segundo tempo, todo o Morumbi pensou: de novo? A síndrome do segundo tempo está aí. Mas o São Paulo, pressionado por decepções recentes, desta vez resistiu e mudou o cenário pessimista.
Pouco tempo depois do empate, mais precisamente seis minutos, Calleri voltou a colocar o São Paulo em vantagem, em cobrança de pênalti para colocar um pouco de tranquilidade aos torcedores. E quando Sabino marcou o terceiro gol, veio a certeza que a síndrome do segundo tempo, desta vez, não vingou.
Você tem ideia que há mais de rês meses o São Paulo não vencia um jogo? Não me lembro em toda a nossa história de termos passado tanto tempo assim sem vencer. Sei que houve a parada para a Copa do Mundo, mas desde que voltamos, só empatamos, ou perdemos.
Dorival repetiu o esquema que havia colocado em La Paz, com uma linha de três zagueiros, onde Newton cobria o lado direito, Domingos Duarte centralizado e Sabino pela esquerda. Com isso abriu mão de um cabeça de área fixo, tipo Pablo Maia, para dar mais mobilidade na transição, com Danielzinho em grande jornada e Marcos Antonio em péssima atuação. Aliás, coube a Danielzinho a assistência para o primeiro gol.
Curiosamente, a falta deste cabeça de área foi responsável pelo gol do Bolivar. Um chute indefensável para Rafael, mas desferido da meia lua, de frente para o gol, lugar onde obrigatoriamente um volante deveria estar.
Nosso problema residiu no lado direito do time. Se pelo lado esquerdo Iago descia bem, sempre apoiado por Danielzinho ou Marcos Antonio, pela direita Arthur e Buta não se entendiam. No caso do lateral pela total falta de capacidade técnica. E Arthur, completamente sem ritmo.
Lá na frente Luciano e Calleri flutuavam o tempo todo, mas a bola não chegava nunca. Tanto que o segundo gol foi de pênalti, após cobrança de falta e o terceiro de cabeça, após cobrança de escanteio. Bola trabalhada, da defesa para o ataque e a condição de finalização, não teve nenhuma. Contra-ataque teve um, um minuto antes de levarmos o gol de empate. Arthur toca para Luciano, e no dois contra dois, Luciano leva para a esquerda e chuta, acertando a trave.
Classificação conquistada, sabemos que teremos o Boca Juniors pela frente. Mas antes disso tem a Chapecoense, aí sim o campeonato que nos interessa. O São Paulo está em 13º lugar, a quatro pontos do Z4. Uma derrota poderá nos deixar a um ponto, com risco total e real de rebaixamento. Essa é a nossa Copa do Mundo. Domingo será mais uma final. E não podemos decepcionar.
copo meio cheio ou meio vazio…. ganhamos , tá bom. torcer p ganharmos 3 seguidas. importante é não desistir do time. na próxima volta Lucas Ramon e esperar q Marcos Antônio volte a jogar bem e q Arthur recupere a forma física