
A decisão de demitir Hernán Crespo antes do fim do contrato vai custar aos cofres do São Paulo. Os contratos do Tricolor com o treinador argentino e sua comissão, que eram válidos até o fim de 2026, possuíam multas em caso de ruptura unilateral.
Para Crespo, o São Paulo precisará pagar cerca de R$ 1,8 milhão. O valor é referente a três salários do técnico argentino, sem contar os direitos de imagem.
Já os contratos com a comissão técnica de Crespo previam o pagamento de dois salários em caso de demissão. Os valores, somados, chegam a R$ 630 mil, também sem contar os direitos de imagem.
A demissão de Hernán Crespo e sua comissão técnica, portanto, vai custar ao São Paulo pelo menos cerca de R$ 2,43 milhões.
Se levados em consideração os direitos de imagem de todos os membros da comissão técnica de Crespo e do próprio treinador, os valores chegam a pouco mais de R$ 4 milhões.
O São Paulo entende que a multa pela rescisão contratual não leva em consideração os valores de direitos de imagem, mas o caso cabe discussão.
Quando contratou Crespo para sua segunda passagem pelo clube, o São Paulo ainda possuía em aberto valores da primeira passagem do treinador pelo Morumbis, em 2021. A dívida foi diluída nos salários do técnico argentino e vinha sendo paga regularmente pelo Tricolor.