A dívida do São Paulo com empresários de futebol chegou a R$ 109,2 milhões no final de 2022. É o que aponta o balanço financeiro divulgado pelo clube nesta semana.
De acordo com o documento, as obrigações “correspondem a valores a serem pagos em razão da intermediação na aquisição de direitos federativos e econômicos de atletas profissionais”.
As “intermediações de vendas e participações de terceiros”, por exemplo, acumulam R$ 59,6 milhões. Enquanto as “intermediações na aquisição de direitos federativos” são de R$ 49,6 milhões.
Ao todo, são 35 empresas que ainda aguardam receber os valores devidos. A maior dívida, no valor de R$ 7,4 milhões, é com a empresa “Kirin Soccer SS Ltda”, que detém parte dos direitos econômicos do zagueiro Arboleda e também cuidava da carreira de Hernanes.
Em relação a 2021, houve um aumento de R$ 7,3 milhões nessa dívida. Somente no último ano, o São Paulo passou a dever a 17 novos empresários em relação ao ano anterior.
Apesar do aumento nas obrigações com agentes e intermediários, o clube apresentou redução na sua dívida geral. Houve um superávit de R$ 37,4 milhões. A dívida caiu de R$ 642,4 milhões para R$ 586,5 milhões, se aproximando do patamar de 2020 (R$ 574,9 milhões).
Veja abaixo a relação das empresas e os valores:
O futebol foi responsável por arrecadar R$ 588 milhões. A venda de direitos econômicos de atletas foi a maior fonte: R$ 228,6 milhões, um salto de 88,7% em relação ao ano anterior.
Esse número é fortemente impactado pela negociação do atacante Antony, vendido pelo Ajax ao Manchester United no ano passado. O São Paulo tinha direito a uma parte dos lucros dos holandeses no negócio e ficou com cerca de R$ 100 milhões.
