Rafinha completou na última quinta-feira (26) um mês como gerente esportivo do São Paulo. Em pouco tempo, o ex-lateral conseguiu reconquistar o vestiário, seu antigo ambiente, e também transitar com propriedade em todos os setores do CT da Barra Funda.
O ge ouviu que Rafinha é hoje quem mais entende e resolve problemas dentro do clube. O gerente conversa diariamente não só com os jogadores, mas também com o presidente Harry Massis, o executivo Rui Costa e todos os membros da comissão técnica e do Departamento Médico.
O bom trânsito faz o ex-lateral entender as demandas de cada área e saber exatamente para quem endereçar e resolver rapidamente. Isso porque o gerente está todos os dias no CT da Barra Funda e também acompanha o grupo nos jogos dentro e fora de casa.
– Tem sido muito positivo. Eu gostei bastante da chegada dele. É um cara que tem muito pra ajudar, conhece bem o clube, o elenco. É são-paulino também, então vai contribuir bastante, tenho certeza de que vai ser muito positivo pra gente – avaliou Lucas.
Durante os treinos, Rafinha sempre puxa um atleta ou outro para conversar, seja ele experiente ou jovem subindo de Cotia. Os papos vão desde conselhos até perguntas sobre o dia a dia e se estão precisando de alguma coisa.
O próprio técnico Hernán Crespo elogiou a presença constante de Rafinha no dia a dia do Tricolor. Antes, o argentino tinha lamentando o acúmulo de funções de Rui Costa depois de diversas saídas na diretoria
– Fico muito contente com a chegada dele, conhece muito bem o ambiente e os jogadores. Ele ajuda muito no dia a dia. É um cara carismático, positivo, fico muito feliz porque é um complemento que a gente tem nesse momento. Sei que ele pode me ajudar, posso falar com ele, temos uma trajetória como jogador e experiência de vida parecidas. Então podemos nos entender facilmente.
No vestiário, Rafinha segue dominante. Antigo capitão do São Paulo em sua época de jogador, ele continua tendo voz ativa, falando em diversas preleções e utilizando a linguagem “da bola” para incentivar o elenco.
– É um cara excessivamente importante no clube. Falei pra ele que sigo vendo do mesmo jeito, só que antes de entrar no campo ele vai para a arquibancada e eu para dentro. A verdade é que foi uma honra jogar com ele, ser campeão. E a gente segue vendo esse cara que une o grupo, que briga por nós. Que no dia a dia tem uma alegria e a vontade de ficar todo o dia no clube. Quando precisa, ele dá uma palavra alegre, mas também apoia quando precisa falar alguma coisa mais difícil – disse Calleri à Globo.
Mas nem só de resolver problemas vive o novo gerente de futebol do Tricolor. As “palavras alegres” citadas pelo argentino Calleri são traduzidas ainda melhor por Sabino: Rafinha ainda comanda a “resenha” do elenco são-paulino.
– É um cara vencedor, que não gosta de perder e conhece o ambiente. Obviamente que ele está em outra função, mas é praticamente um jogador conosco ali. Eu costumo falar que não consigo enxergar ele como dirigente porque é um cara que faz a resenha nossa ali também. Isso faz a diferença no ambiente, ter um cara que conhece, que sabe a hora de falar sério, mas sabe a hora que tem a resenha, que é importante para nós. O dia a dia com ele é muito bom. Abriu mão de uma vida – vamos dizer – tranquila, para viver nesse furacão que está sendo o São Paulo – contou à Globo.
Em sua apresentação, Rafinha fez coro com Sabino, mas chamou sua chegada ao Tricolor de “confusão boa”. Desde que voltou ao Tricolor, o “chato” Rafinha, está invicto: foram sete vitórias e um empate.
– Todo mundo sabe o quanto sou chato e como fui chato como jogador. Os jogadores sabem. É uma confusão boa. Eu gosto de estar no vestiário, no estádio. Estava muito confortável em casa. Com tempo para tudo. Mas não era isso que eu queria. Agradeço ao pessoal da TV Globo, mas eu nasci dentro do campo, vivi minha vida toda assim.
Bom para o torcedor do São Paulo, que viu Rafinha organizar o furacão e recolocar o Tricolor no caminho das vitórias.