MP quer ouvir presidente e diretores por venda de ingressos

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) enviou ofícios a Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo, sua filha, Christina Massis, e vários dirigentes e conselheiros do São Paulo para que prestem informações sobre denúncias recentes envolvendo a possível venda irregular de ingressos e camarotes do Morumbis.

O que aconteceu
Foram oficiados: o presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior; sua filha, Christina Massis; o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior e o filho de um amigo, Lucca Monteiro Borzani; a diretora-executiva jurídica do clube, Érica Duarte; o diretor-executivo de ESG, Riscos e Compliance, Roberto Soares Armelin; o ex-conselheiro Denis Ormrod; os conselheiros Vinicius Pinotti e Fabio Castello Branco Mariz de Oliveira.

Todos terão prazo de 30 dias para prestar esclarecimentos à Promotoria.

Os conselheiros Vinicius Pinotti e Fabio Castello Branco Mariz aparecem no despacho por terem relação com a divulgação do áudio que deu origem às investigações sobre a suposta exploração irregular do camarote 3A do Morumbis. A gravação, que circulou entre conselheiros e chegou à imprensa, desencadeou apurações internas no clube e um inquérito policial.

No âmbito interno, Pinotti e Mariz também são alvo de uma representação na Comissão de Ética do São Paulo, que discute se houve quebra de normas estatutárias na forma como o material foi obtido e divulgado.

Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior também foi citado no despacho após o UOL  uma possível venda irregular de ingressos de camarote vinculados ao seu nome.

Em áudios obtidos pela reportagem, Lucca Monteiro Borzani aparece oferecendo entradas do camarote térreo localizado na tribuna do Conselho Deliberativo e afirma atuar com ingressos disponibilizados por Olten. O dirigente afirmou que tomou conhecimento das alegações e que investigará o caso internamente.

As solicitações fazem parte de um inquérito civil aberto pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital para investigar suspeita de gestão temerária no clube.

O procedimento foi instaurado originalmente para apurar atos da gestão do ex-presidente Julio Casares e acabou incorporando novos fatos revelados em reportagens nas últimas semanas, sobretudo relacionados a possíveis vendas irregulares de ingressos de camarote no estádio são-paulino em eventos.

O inquérito segue em andamento e busca reunir informações sobre diferentes denúncias relacionadas à administração do clube e à gestão de receitas em eventos realizados no estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Fonte: Uol

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