Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, em primeiro lugar, antes de começar minha análise sobre a partida desta quarta-feira e as contratações, deixo claro que não sou nem nunca fui dono da verdade, minha vida foi pautada pela democracia e debate, mas sempre em alto nível. Raramente respondo a comentários nas Notas dos jogadores ou no meu editorial, pois se já coloquei minha opinião, cabe aos leitores debaterem, concordando ou não. Mas, se me sinto ofendido, me dou o direito de responder. Só por isso postei algumas respostas ontem após o jogo.
Dito isso, mantenho minha posição de que o time pode ser criticado por tudo, por não ter um padrão tático, não ter jogadas ensaiadas, ter jogadores ruins no elenco, mas não falou vontade e empenho neste jogo contra o Atlético-PR. Perdemos o jogo por dois erros consecutivos de Militão – que tem todo o crédito do mundo -, logo a três minutos de partida, e não conseguimos furar o ferrolho armado por Eduardo Batista.
Quando elogiei Rogério Ceni foi porque ele escalou o que, aparentemente, tinha de melhor para este jogo e percebeu que Cícero continua sendo um zero a esquerda. No intervalo postei nas redes sociais que, fosse eu o técnico, voltaria com Denilson no lugar de Cícero. Foi o que ele fez.
O time cresceu, virou jogo de ataque contra defesa, mas o São Paulo não conseguia penetrar. Faltava a criatividade de Cueva, que está crescendo de produção, é verdade, mas ainda está longe de apresentar o futebol de antes de sua contusão.
Rogerio abriu mais e colocou o ineficiente Wellington Nem no lugar de Militão. Os temidos contra-ataques não vieram. Com Nem e Denilson abertos, Marcinho e Junior Tavares chegando em todos os ataques, Cueva ganhou liberdade para flutuar em campo e armar o jogo. Mas, reconheço, exageramos nos cruzamentos e entendo que isso só aconteceu porque a retranca atleticana estava muito forte. E aqui culpo Rogério Ceni de não ter um esquema alternativo, que possa furar retrancas. Uma jogada ensaiada, passagens de laterais, sei lá. O técnico é ele, não eu. Ele é quem tem que pensar e criar isso.
Por fim, achei o resultado injusto sim. Longe de ter sido o futebol dos sonhos, temos que reconhecer que o São Paulo fez um bom segundo tempo e poderia ter saído de Curitiba com uma vitória. Talvez falte treinar um pouco de finalizações.
Contratações
Petros: cairá muito bem nesse meio de campo do São Paulo. Chega para ser titular. Certamente no lugar de Cícero. Formará uma ótima dupla com Jucilei. É um jogador cascudo, impetuoso, que sabe carregar a bola e tem ótimo poder de marcação. Li um comentário aqui mesmo no site que “é mais um gambá no time”. Talvez fosse melhor não trazer o Petros e dispensar o Jucilei, para não termos “gambás” no time.
Arboleda: não conhecia esse jogador. Quando o São Paulo passou a cogitar sua contratação, passei a observá-lo. Puxei alguns jogos da Universidad Católica de Quito e da Seleção do Equador. É um zagueiro magro, alto, que tem o estilo de jogo semelhante ao de Mina, colombiano do Palmeiras. Será titular, sem a menor dúvida. Tem boa adaptação tanto no lado esquerdo quanto no direito.
Jonathan Gomez: tem o estilo Danilo de ser. Bom domínio de bola, bom passe e chutes fortes e certeiros de fora da área. Apesar de atuar mais pelo meio, na ligação meio de campo – ataque, sabe abrir pelos lados do campo para compor com os alas, quando o time está no ataque. Também tem bom preparo para recompor com rapidez quando perdemos a bola. Pode ser titular no lugar de Thiago Mendes e ajudar Cueva na armação do jogo, até porque com Jucilei e Petros como volantes, será desnecessária a presença de Thiago Mendes, a não ser que ele seja escalado como lateral direito. Aliás, talvez uma boa pedida.
Matheus Jesus: não conheço. O máximo que sei é que era reserva na Ponte Preta e está afastado por mau comportamento. Até onde apurei, é jogador do mesmo empresário de Petros. Veio de graça para, numa vitrine como o São Paulo, conseguir alguma valorização para ser vendido. Foi uma forma de facilitar a vinda de Petros, coisa, aliás, que sempre existiu no futebol. Juan Figger, no começo dos anos 2000, trouxe alguns jogadores muito bons para o São Paulo. Para tanto, Marcelo Portugal Gouveia foi obrigado a “engolir” um tal de Lugano, da mesma forma como o clube, agora, está tendo que aceitar Matheus Jesus.