Copa do Brasil pode ser o caminho da redenção para o São Paulo

Cos títulos disputados pelos grandes clubes brasileiros, a Copa do Brasil é a única que o São Paulo ainda não conquistou em sua história. Chegou perto em 2000, quando perdeu a final do Cruzeiro, no ano da aposentadoria de Raí. E nesta quarta-feira o Tricolor inicia nova caminhada em busca da inédita taça. Joga contra o Madureira, às 21h45 (de Brasília), em Londrina, no Paraná.

A competição nacional tem muitos atrativos para o São Paulo neste ano. Depois de lutar contra o rebaixamento a maior parte do Brasileirão do ano passado, o Tricolor está em busca da retomada do seu espírito vencedor. E a Copa do Brasil pode ser um bom caminho para chegar ao objetivo. Tanto na parte técnica quanto na emocional e financeira.

Um lembrete: nas duas primeiras fase, há apenas jogos de ida. O mando de campo é daquele que tem ior colocação no ranking da CBF. No caso desta quarta-feira, o Madureira, que levou o jogo para Londrina atrás de uma renda maior. Em caso de empate, o visitante (São Paulo) avança. Depois, na segunda fase, o empate será decidido nos pênaltis.

Veja abaixo, então, o que torna a Copa do Brasil de 2018 tão especial para o São Paulo:

Conquista inédita

O São Paulo jamais conquistou a Copa do Brasil em sua história. É uma lacuna na galeria de títulos do Tricolor, certamente. Ainda mais porque seus principais rivais estaduais já venceram o torneio. O Corinthians e Palmeiras têm três taças cada um, e o Santos tem uma. Quando o regulamento não permitia que os times brasileiros da Libertadores jogassem a Copa do Brasil, o Tricolor ficou muitos anos sem disputar. Mas desde que voltou a jogá-la, o rendimento não foi dos melhores.

– É tranquila a pressão. Ela me motiva mais – declarou Nenê, apresentado como reforço do Tricolor na última segunda-feira. O meia, porém, ainda não está apto para estrear.

Diego Souza, campeão da Copa do Brasil em 2011 com o Vasco, é uma das peças-chave de Dorival Júnior no São Paulo (Foto:  Érico Leonan / saopaulofc.net)

Diego Souza, campeão da Copa do Brasil em 2011 com o Vasco, é uma das peças-chave de Dorival Júnior no São Paulo (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

Premiação recorde

A edição de 2018 da Copa do Brasil terá a maior premiação já paga a um campeão do torneio: R$ 50 milhões – o vice leva R$ 20 milhões. Os números, certamente, são mais um atrativo para o São Paulo. O diretor executivo de futebol do Tricolor, Raí, falou sobre isso na última terça-feira. Mas preferiu valorizar também o fato de o time buscar um título inédito.

– Por ser um título inédito e importante, a gana de ganhar é a mesma. A recompensa que é maior – falou Raí, ao ser questionado sobre a premiação milionária.

Raí se aposentou dos gramados depois de ser vice-campeão da Copa do Brasil de 2000 com o São Paulo (Foto: Maurício Rummens / Estadão Conteúdo)

Raí se aposentou dos gramados depois de ser vice-campeão da Copa do Brasil de 2000 com o São Paulo (Foto: Maurício Rummens / Estadão Conteúdo)

Tricolor copeiro

Nas conquistas da Libertadores de 1992, 1993 e 2005, o São Paulo sempre colocou medo em seus rivais por ser um time acostumado a mata-mata. Por muitos anos e em outras competições, o Tricolor carregou esse rótulo. Mas os seguidos fracassos em torneios com esse formato e também em clássicos regionais deixaram essa fama menor.

A Copa do Brasil, portanto, é um caminho interessante para tentar recuperar essa força copeira. Veja abaixo o que Lugano disse a respeito:

– Há dificuldades financeiras, mas se ficar forte internamente o São Paulo é um monstro, todos têm medo de quando o São Paulo reage, porque aí vai ter a hegemonia do futebol brasileiro e sul-americano – falou o novo superintendente de relações internacionais do Tricolor.

Lugano espera que o time recupere a gana por vencer (Foto: Newton Menezes/Futura Press)

Lugano espera que o time recupere a gana por vencer (Foto: Newton Menezes/Futura Press)

Principais rivais estão com outro foco

Outro ponto que permite ao time do Morumbi imaginar que a Copa do Brasil pode ser a via de retomada das conquistas é que os principais rivais nacionais, aqueles que estão na Libertadores, só entram na competição nas oitavas de final. Até lá, da primeira à quarta fase, o Tricolor terá pela frente rivais de menor tradição e mais tempo para ficar cascudo no torneio.

Fonte: Globo Esporte

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