Silêncio de Ceni e torcida levam SP a brecar preparativos de despedida

O São Paulo parou de planejar as ações para a despedida de Rogério Ceni como jogador de futebol, no fim deste ano. Agora, diretoria do clube e principalmente o departamento de marketing se dividem entre o otimismo pela permanência do goleiro, que cresce a cada dia, e o temor pelo anúncio da aposentadoria – vista quase como inesperada, neste momento – após o fim da temporada.

A diretoria do clube falava até outubro em fazer uma festa em patamar jamais visto no Brasil e cogitava até um amistoso contra o Liverpool (ING), time enfrentado pelo São Paulo e por Rogério Ceni na final do Mundial de 2005, na qual o goleiro saiu como melhor jogador, em uma das maiores atuações da carreira, e ainda levantou a taça de campeão. Outros clubes de expressão da Europa, como o Milan (ITA), eram cogitados, mas os dirigentes são-paulinos dizem que desistiram de realizar a iniciativa.

Segundo a diretoria, não será possível fazer o amistoso internacional contra os europeus, caso Ceni decida parar neste fim de ano, porque Rogério Ceni não fala sobre o assunto e demora a passar qual será a decisão. A indefinição fez com que as datas para o fim de ano se esgotassem e tornou inviável o agendamento da partida com os europeus, que estarão em meio de temporada em suas ligas nacionais.

O São Paulo ainda explica que não tem promovido ações que se relacionem com a aposentadoria de Ceni porque não quer cultivar a sensação de que o maior ídolo da história do clube está deixando os gramados, em seus últimos passos. Na visão da diretoria, a enorme importância de Ceni tem de ser tratada com cuidado para que o torcedor não se afaste do clube após a aposentadoria do ídolo.

O temor pelo anúncio da aposentadoria ainda neste fim de ano existe porque o São Paulo sabe que não conseguirá organizar às pressas uma festa nos moldes que pretendia, uma vez que falta pouco menos de um mês para o término da temporada.

No clube, no entanto, o silêncio de Ceni e a falta de uma orientação em relação aos preparativos de sua festa de aposentadoria fazem com que dirigentes e funcionários confiem na permanência, pelo menos por mais alguns meses em 2014. Internamente, não se acredita que o goleiro daria a tarefa de se organizar uma despedida às pressas após 23 anos no clube.

Até o São Paulo iniciar a recuperação no Brasileirão, o goleiro afirmava que sua decisão sobre a aposentadoria estava definida e não mudaria. Atualmente, o goleiro não é enfático, diz que existem alguns fatores que influenciam a decisão e que falará sobre o assunto na hora certa.

Muricy Ramalho foi quem iniciou campanha pública para que Ceni adiasse a aposentadoria. O treinador faz elogios constantes ao capitão. Eurydes Ceni, pai do goleiro, reforça que gostaria de ver o filho atuando por mais um ano.

Independentemente da aposentadoria, Ceni já mostrou à diretoria que quer o reserva Denis como seu sucessor natural, e falou que o clube não precisará contratar um jogador da posição com mais experiência.

Fonte: Uol

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