São Paulo pressiona muito mas fica no empate com Arsenal

Tropeço “quase” em casa. Longe do Morumbi por conta de uma punição da Conmebol, o São Paulo empatou por 1 a 1 com Arsenal (ARG), na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, pela Libertadores, e ficou em situação ruim no grupo 2. Jadson até abriu o placar, mas, após um apagão no início da segunda etapa, viu Benedetto empatar de pênalti. O Tricolor pressionou até o último minuto, mas, graças ao goleiro Campestrini, os argentinos arrancaram um pontinho no Brasil.

Com o empate dentro de casa, o os tricolores seguem na segunda posição do grupo 3 com quatro pontos somados. Isso poderá mudar dependendo do resultado do duelo entre Altlético-MG, que é o líder, e The Strongest (BOL), que até então soma três pontos com um jogo a menos.

Dois “quases” e gol em cima da hora

A primeira etapa no Pacaembu foi de um bom jogo das duas equipes. O São Paulo, melhor ofensivamente, fez jus o placar de 1 a 0. Fora o tento de Jadson, que saiu somente aos 47, foram duas bolas na trave do goleiro Campestrini: uma de Aloísio e outra de Osvaldo, em duas belas jogadas individuais.

Mas o início dos são-paulinos não foi tão satisfatório. Talvez surpreendido pelo fato do Arsenal não vir tão retrancado como o esperado, o Tricolor passou alguns pequenos sufocos. Nada que intimidasse, já que a equipe acabou se soltando e tendo muito mais volume de jogadas perigosas.

Com boas investidas pelos lados do campo, usando ultrapassagens e tabelas, os laterais auxiliavam os atacantes que atuavam abertos – Aloísio e Osvaldo – e faziam um ótimo trabalho, sem comprometer lá trás. Foram as jogadas de fundo as mais consistentes.

Os argentinos por outro lado, foram recuando com o passar dos minutos, mas sem abdicar do ataque. Minutos antes do Tricolor anotar o seu tento, Furch perdeu um gol claro na cara de Rogério. Na base do “quem não faz toma”, Aloísio arrancou pela direita. Após lindo passe de calcanhar, Jadson fuzilou a meta hermana. A bola bateu no travessão e entrou. Justiça feita nos 45 primeiros minutos…

Apagão e pressão sem efeito

Quando o árbitro Wilmar Roldán, da Colômbia, apitou o início da segunda etapa, o São Paulo foi do céu ao inferno em três minutos. Em jogada pela direita, Carmbonero cruzou e a bola bateu na mão de Cortez. Em lance interpretativo, o juiz assinalou a penalidade, bem batida por Benedetto.

E o apagão do São Paulo continuou. Nos próximos dez minutos, mais duas bolas perigosas na área. Sempre no espaço entre Douglas e Lúcio. O lateral, disperso, via suas costas virar uma avenida. E os hermanos insistiam por ali.

Com o jogo amarrado, Ney Franco colocou Ganso em campo para tentar aproveitar melhor a posse de bola. E surtiu efeito. O Tricolor cresceu no jogo e foi para o abafa. Rodando a bola, começou a achar espaços e obrigar o goleiro argentino a fazer milagres. Jadson, que fez boa partida, chegou a acertar mais uma bola na trave.

Apesar da insistência até o últimos segundos, os são-paulinos não conseguiram o tento salvador. Resultado ruim para o Sampa…

Próximos jogos

O Tricolor agora volta à campo no próximo domingo, para o clássico contra o Palmeiras, no Morumbi, pelo Paulistão Chevrolet. Pela Libertadores, os comandados de Ney Franco jogam novamente contra o Arsenal, desta vez na Argentina, na próxima quinta-feira.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 X 1 ARSENAL DE SARANDÍ (ARG)

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 7/3/2013 – 19h15
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Humberto Clavijo e Eduardo Diaz (COL)

Renda/Público: R$ 1.192.655 / 25.814 pagantes
Cartões Amarelos:  Wellington, Rafael Toloi, Osvaldo e Fabrício (SAO); Campestrini, Carbonero Rolle e Benedetto (ARS)
Cartões Vermelhos: Luis Fabiano, ao término da partida após reclamação com o árbitro
GOLS: Jadson, aos 47’/1ºT (1-0) e Benedetto, 3’/2ºT (1-1)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Douglas, Lúcio, Rafael Toloi e Cortez; Wellington (Cañete, 37’/2ºT), Fabrício (Ganso, 7’/2ºT) e Jadson; Aloísio (Maicon, 20’/2ºT), Osvaldo e Luís Fabiano. Técnico: Ney Franco.

ARSENAL DE SARANDÍ: Campestrini; Gerlo, Cuesta, Braghieri e Perez (Ortiz, Intervalo); Lopez, Marcone, Luguercio (Benedetto, Intervalo) e Carbonero; Rolle (Torres, 34’/2ºT) e Furch. Técnico: Gustavo Alfaro.

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