São Paulo nega crise financeira, mas perde todas as disputas por reforços

A menos de uma semana da estreia no Campeonato Paulista, o São Paulo acumula derrotas fora de campo. Depois de sofrer com a ameaça de cair pela primeira vez na história no Brasileirão, o Tricolor tentou reforçar o elenco e acabou superado em todas as negociações que se envolveu. A diretoria garante que dinheiro não falta, porém, descarta loucuras para buscar novos jogadores.

A única novidade do elenco em relação a 2013 é o lateral-direito Luis Ricardo, destaque da Portuguesa nos últimos anos. O Tricolor pagou R$ 1,3 milhão para tirar o jogador do Canindé. O Palmeiras também disputou o atleta, mas não entrou em acordo com a Lusa.

Nas outras negociações, o placar são-paulino é amplamente desfavorável. A chegada de um novo volante, tão clamada por Muricy Ramalho, não aconteceu. Jucilei, do Anzhi, acabou no Al Jazira. Já Bruno Henrique, outro que defendeu a Portuguesa, acertou com o arquirrival Corinthians depois de estar bem próximo de um acordo com o Tricolor.

O São Paulo perdeu também a disputa para contratar o meia-atacante Marlone, do rebaixado Vasco. O jogador, de 21 anos, foi parar no campeão Cruzeiro. O meia Marquinhos Gabriel, do Bahia, estava bem cotado no Morumbi após as observações da comissão técnica, mas ficou muito perto de acertar com outro rival, agora o Palmeiras.

O dinheiro pesou também para segurar jogadores do próprio elenco. O atacante Aloísio, artilheiro tricolor em 2013, com 22 gols, se transferiu para o Shandong Luneng, da China, por um alto salário. Já o Spartak Moscou, da Rússia, não aceitou um novo empréstimo pelo atacante Welliton. O São Paulo não aceitou comprá-lo.

A direção ainda tem pequenas esperanças de contratar dois jogadores que custam caro. O atacante Vargas, do Napoli, também negocia com o Santos. Para o mesmo setor, o presidente Juvenal Juvêncio conversa com Rafael Sobis, dono de um salário milionário no Fluminense.

Apesar de esbarrar nos acordos financeiros, a diretoria são-paulina nega veementemente a falta de recursos. Juvenal Juvêncio e sua cúpula dizem que não querem fazer loucuras para reforçar o time, principalmente no pagamento de salários. O clube estipulou um teto de cerca de R$ 300 mil, que só poderia ser superado com a ajuda de parceiros, como aconteceu com Lúcio.

Dinheiro realmente entrou nos cofres do clube. Em pouco mais de um ano, o São Paulo negociou Lucas com o Paris Saint-Germain por R$ 117 milhões, mas usou parte do montante para pagar dívidas bancárias. Em 2013, o Tricolor recebeu cerca de R$ 15 milhões na saída de Casemiro para o Real Madrid.

Com a dificuldade para contratar, a solução vai ser preencher as lacunas do grupo com garotos da base. O meia Boschilia e o atacante Ewandro, destaques na Copa São Paulo de Juniores, serão promovidos aos profissionais assim que a competição acabar.

 

Fonte: Globo Esporte

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