São Paulo empata com Botafogo e ouve gritos de “é quarta-feira”

O São Paulo esperava usar a partida contra o Botafogo para ganhar ânimo para a semifinal da Copa Sul-americana, mas, mesmo com força máxima, ficou apenas no empate por 1 a 1, no estádio do Morumbi, frustrou a festa pelo recorde de Rogério Ceni e ainda ficou mais pressionado para o duelo internacional, ouvindo cobrança da torcida.

Sob uma chuva constante na noite deste domingo, o Tricolor repetiu seu defeito dos últimos jogos, apresentando um bom futebol por poucos instantes, caindo em seguida de rendimento. Assim, o time da casa abriu o placar logo no início, com Aloísio, mas cedeu o empate, em gol de Elias.

Por isso, ainda no intervalo, a torcida já gritava “é quarta-feira”, cobrando o time por uma atuação melhor em Mogi Mirim, local da partida contra a Ponte Preta, que tem vantagem depois do triunfo por 3 a 1. No fim do confronto, os fãs repetiram o grito.

Além de não ter conseguido se motivar para encarar o time de Campinas, o São Paulo também frustrou a festa de Rogério Ceni, que se tornou o jogador com mais partidas pelo mesmo clube, com 1.117 compromissos, superando Pelé (disputou 1.116 pelo Santos).

Estava tudo pronto para uma comemoração pelo recorde de Ceni, que recebeu uma placa do presidente Juvenal Juvêncio antes do jogo e vestiu a camisa 10. Ao entrar em campo, o goleiro ainda viu um foguetório em sua homenagem, além de uma chuva de papel picado. Porém, não houve motivos para alegria no jogo.

Para o Botafogo, o resultado também não foi bom, já que ficou com 58 pontos, fora da zona de classificação para a Copa Libertadores. O São Paulo tem 50 no Nacional, mas só pensa na partida de quarta, pela Sul-americana.

Já pelo Campeonato Brasileiro, as duas equipes voltam a campo no domingo, dia 1º de dezembro. O time do Rio de Janeiro enfrentará o Coritiba, no Couto Pereira. Já o Tricolor duelará com o Criciúma, no Heriberto Hulse.

Como já era esperado, os jogadores dos dois times se uniram em mais um protesto do Bom Sendo FC no início da partida deste domingo. Antes de tocarem na bola, os titulares de São Paulo e Botafogo se ajoelharam no gramado, em nova manifestação contra a CBF.

O jogo – O time do São Paulo assimilou o clima de festa por Rogério Ceni e aumentou os motivos para a torcida comemorar, logo aos três minutos. Douglas bateu falta da esquerda, Rodrigo Caio desviou de cabeça, e Aloísio chegou livre para chutar, marcando o gol. Os botafoguenses ainda alegaram que o atacante estava impedido, mas o árbitro considerou a jogada legal.

O Tricolor seguiu mais perigoso, apostando na velocidade de Ademilson, que começou bem a partida. Aloísio, com presença de área, também dava trabalho à zaga botafoguense, mas o clube do Rio de Janeiro percebeu a insegurança do sistema defensivo anfitrião e respondeu. Aos oito, Edilson recebeu com liberdade pela direita e bateu cruzado, rasteiro, exigindo boa defesa de Rogério Ceni.

Pouco depois, Ademilson foi mais rápido do que os zagueiros adversários em lançamento, mas Jefferson saiu do gol e abafou, ficando ainda com tiro de meta. Aos poucos, de forma inexplicável, o São Paulo diminuiu seu ritmo, passou a incomodar cada vez menos os visitantes e foi castigado por isso.

Aos 27 minutos, Seedorf bateu falta para a área, Rafael Marques correu nas costas de Denilson e cabeceou na pequena área, onde Elias escapou de Rodrigo Caio e deu um carrinho para balançar as redes. Na comemoração, o botafoguense imitou Cristiano Ronaldo e fez gestos como se dissesse “estou aqui”.

O gol do empate ainda obrigou o São Paulo a despertar, ameaçando em dois cabeceios de Paulo Miranda até o fim do primeiro tempo, mas foi pouco para um time que tinha o domínio inicial. Como se não bastasse, aos 43, o Botafogo quase virou, em falta de longe cobrada com muita força por Edilson, que obrigou Rogério Ceni a espalmar e salvar também no rebote.

No intervalo, a torcida não deixou o time se esquecer da semifinal da Copa Sul-americana, gritando “é quarta-feira”. O time parece ter entendido o recado, mas com uma estratégia diferente. Com o Botafogo mais afoito na busca pelo ataque, o Tricolor passou a responder em contragolpes e, aos cinco minutos, Ademilson acertou o travessão em belo chute.

Mas era pouco para a torcida, e parte das pessoas presentes nas arquibancadas começou a pedir a entrada de Luis Fabiano. Quase ao mesmo tempo, Ademilson recebeu com liberdade na área e tocou na saída de Jefferson, que foi muito bem e fez grande defesa. No complemento da jogada, Ganso pegou a bola na área, driblou de forma incrível dois adversários, em um espaço curto, perto da linha de fundo pela direita, e chutou para acertar a trave. O meia não marcou um golaço por muito pouco.

Com uma postura muito diferente do primeiro tempo, o Tricolor continuou muito perigoso. Douglas bateu escanteio, e Antônio Carlos mandou de cabeça no travessão. Ao perceber seu time em perigo, Oswaldo de Oliveira tirou Renato para colocar um volante mais marcador, Marcelo Mattos. Mas os donos da casa seguiram pressionando, e Aloísio arrematou para fora.

Porém, assim como aconteceu na etapa inicial, o São Paulo não conseguiu manter o ritmo. Assim, Oswaldo tentou dar mais força ao ataque do Botafogo, com as entradas de Bruno Mendes e Lodeiro nos lugares de Elias e Hyuri. Já Muricy atendeu aos pedidos da torcida e colocou Luis Fabiano no lugar de Aloísio. Mesmo assim, os donos da casa continuaram instáveis, e Seedorf desperdiçou duas boas oportunidades de virar o placar, antes do apito final do árbitro, com o resultado de 1 a 1.

 

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 1 BOTAFOGO

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 24 de novembro de 2013, domingo
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Fábio Pereira (Fifa-TO) e Nadine Bastos (SC)
Cartões amarelos: Paulo Miranda (São Paulo). Hyuri e Edilson (Botafogo)
Público: 12.692 pagantes
Renda: R$ 144.352,00
GOLS: SÃO PAULO: Aloísio, aos 3 minutos do primeiro tempo
BOTAFOGO: Elias, aos 27 minutos do primeiro tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson, Maicon (Wellington), Douglas (Osvaldo) e Ganso; Aloísio (Luis Fabiano) e Ademilson
Técnico: Muricy Ramalho

BOTAFOGO: Jefferson, Edilson, Dankler, Dória e Júlio Cesar; Gabriel, Renato (Marcelo Mattos), Seedorf, Hyuri (Lodeiro) e Rafael Marques; Elias (Bruno Mendes)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

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