São Paulo conversa com a Caixa e ‘esbarra’ em torcida para superar rival

A Caixa Econômica Federal pode se tornar a nova patrocinadora máster do São Paulo. O time do Morumbi enfrenta problemas com a Semp Toshiba desde que a empresa de eletrônicos foi submetida a uma troca de comando e passou a cogitar ainda no ano passado a possibilidade de rescindir o acordo de R$ 17 milhões  que mantém com o clube até o fim desta temporada.

Perguntado a respeito, o vice-presidente de Comunicação e Marketing tricolor, Julio Casares, não negou o encontro com representantes do banco.

“Houve uma conversa preliminar, mas nada além disso. Não chegamos a aprofundar porque ainda temos um contrato em vigência”, afirma ao ESPN.com.br.

Segundo Casares, o São Paulo não tratou de valores com a Caixa nessa primeira reunião. A reportagem apurou, no entanto, que a equipe deverá receber menos que os R$ 31,5 milhões do rival Corinthians caso o martelo venha a ser batido. Dirigentes de clubes que estiveram em negociação com a companhia estatal revelaram a existência de um ranking em que os times são classificados pelos executivos conforme o tamanho de suas torcidas.

Outros critérios também levados em conta na avaliação são a maior exposição na mídia e o número de jogos transmitidos pela TV.

A princípio, a Caixa sinaliza com um acordo de até R$ 25 milhões com a equipe tricolor, mas ainda faltam definir as partes do uniforme que poderiam vir a ser ocupadas pelo banco. Atualmente, a Semp Toshiba conta com o peito e as costas da camisa.

O Conselho Diretor do banco se reuniu no fim do último mês para analisar o balanço do seu primeiro ano de patrocínios a clubes de futebol e discutir a sua estratégia diante dos episódios de violência recentes em estádios. Ele retomou a assinatura de novos patrocínios nesta temporada com o Paraná emantinha conversas avançadas no futebol paulista com Palmeiras e Santos.

Até aqui, os dirigentes alviverdes não conseguiram a certidão negativa de débitos, uma das exigências para o acordo. O clube não tem mais dívidas estaduais, porém, viu a chance de um contrato no ano de seu centenário esbarrar nas pendências com o governo federal. São Paulo e Santos, por outro lado, não possuem nenhum problema.

 

Fonte: ESPN

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