Reinado de Ceni continua, enquanto rivais tentam encontrar novo capitão

No final de janeiro, o zagueiro Henrique acertou sua transferência do Palmeiras para o Napoli e fez com que o Verdão se juntasse a Corinthians e Santos como órfãos de seus líderes de 2013. O Timão viu a braçadeira de capitão ficar sem dono com a aposentadoria de Alessandro ainda no fim do ano passado e novamente com a saída de Paulo André para a China nesta quarta-feira. Já Peixe perdeu Edu Dracena devido à grave lesão no joelho esquerdo. Enquanto isso, aos 41 anos, Rogério Ceni garantiu mais uma temporada para seu reinado ao renovar contrato com o Tricolor em dezembro.

Antes da decisão sobre a aposentadoria, o goleiro parecia ser o único dos capitães a abandonar o posto para este ano. Mas tudo se inverteu. Ao longo de 2013, Ceni falou abertamente sobre a vontade de deixar os gramados e causou certa surpresa ao estender seu vínculo com o time do Morumbi. A diretoria cumpriu a promessa de reforçar o elenco com nomes de peso e o ídolo aceitou os pedidos de Muricy Ramalho para liderar o elenco mais uma vez.

Em situação completamente oposta aparece Alessandro. O vitorioso lateral-direito, assim como Ceni, já havia alertado sobre a possibilidade de se aposentar ao final do último Campeonato Brasileiro, mas sem qualquer indício mais forte. Os títulos conquistados em seis temporadas no clube deram tranquilidade à decisão do veterano, que hoje ocupa o cargo de coordenador técnico. A faixa de capitão passou por Paulo André, agora no futebol chinês, e deve ser carregada pelo volante Ralf na sequência do Campeonato Paulista. Danilo também é opção para Mano Menezes.

O Palmeiras, por outro lado, enfrentou o cenário mais traumático. Querido pela torcida, Henrique já alternava bons e maus momentos no clube e recebia críticas mais fortes quando resolveu jurar amor ao Verdão. A vontade de participar do ano do centenário, entretanto, deu lugar ao sonho europeu e o zagueiro acertou transferência para o Napoli. Coube ao goleiro Fernando Prass assumir a braçadeira do time em campo e ganhar voz no movimento Bom Senso FC, antes liderado pelo rival Paulo André.

Embora ainda conte com seu capitão de 2013 no elenco, o Santos também se viu obrigado a encontrar novo líder em campo quando Edu Dracena sofreu torção no joelho esquerdo durante a pré-temporada. Assim como Gilson Kleina no Palmeiras, Oswaldo de Oliveira não teve muito trabalho para definir seu novo homem de confiança e elegeu Cícero como dono da faixa. O técnico ainda gostaria de ver o meia com a camisa 10, mas teve o pedido recusado e repassou o número de Pelé ao garoto Geuvânio.

Fonte: Lance

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