Reações a substituições e trocas táticas põem Ney Franco na berlinda

Juvenal Juvêncio começa a se irritar com Ney Franco. Publicamente, o dirigente mantém um discurso otimista em relação ao treinador, mas o UOL Esporte apurou que o presidente do São Paulo começa a ficar em dúvida sobre as substituições em partidas e também nas trocas táticas feitas por ele. E o questionamento sobre o o mineiro é o mesmo vindo do Conselho.

O problema começa na formação tática do time. Desde que Lucas saiu, Ney Franco não encontrou um sistema ideal para substituir o jogador do Paris Saint-Germain. Com Osvaldo em alta, o comandante precisava de um outro atleta com a mesma característica, mas para atuar pela direita. E não conseguiu. Ele tentou Aloísio, Cañete, Wallyson, Douglas e Jadson.

Outro centro de tensão reside em Paulo Henrique Ganso. O meia custou R$ 24 milhões e ainda não teve seu lugar encontrado por Ney. O comandante já esboçou o 4-4-2, com o camisa 8 ao lado de Jadson, mas não gostou do resultado. E ele sabe que a torcida, o Conselho e a diretoria gostariam de ver o ex-santista em ação, apesar do discurso público de paciência.

O santista ainda teve uma crise no clássico contra o Palmeiras. Substituído, ele não resistiu, proferiu xingamentos sem direção e atirou copos d’água no chão, sem se preocupar com as câmeras que captavam a cena.

No embarque para Argentina, o meia ainda quebrou o mistério de seu treinador. Depois de Ney Franco fechar o treino por três dias seguidos, Ganso afirmou que ficaria no banco de reservas para os jornalistas, enquanto todos outros atletas colaboravam com o segredo tático.

Toda essa mudança na programação, aliás, foi feita para mais uma mudança tática que não teve sucesso. O comandante escalou o time diante do Arsenal no 3-5-2, com Edson Silva ao lado de Lúcio e Tolói e manteve, mesmo assim, Ganso no banco. Durante o segundo tempo, desistiu, resolveu dar chance ao camisa 8, mas viu outra “rebelião”.

O escolhido para a substituição foi Lúcio. O zagueiro não aceitou bem a solicitação, dirigiu-se ao banco de reservas, retirou os equipamentos de jogo e foi para o vestiário antes mesmo do jogo acabar. Sem disfarçar diante da imprensa, o jogador foi para o ônibus antes do retorno do time ao vestiário, onde se acomodou com a poltrona reclinada, com as mãos atrás da cabeça e os pés no banco da frente.

Ney foi questionado sobre essa atitude e não fez nada. Disse que não viu o episódio. Foi a mesma atitude que tomou quando questionado sobre o “piti” de Ganso no clássico.

Vale lembrar que, antes, Rogério Ceni já havia peitado Ney pedindo uma substituição e não foi atendido. Mais do que isso. Foi repreendido publicamente pelo comandante, em atitude rara vindo de um treinador do São Paulo em relação ao goleiro.

Recentemente, a diretoria também se manifestou contra seu trabalho. João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol, veio a público para dizer que estava envergonhado do que viu dentro de campo na vitória por 2 a 1 contra o The Strongest em casa. Depois, tentou abafar o caso chamando a imprensa de “sensacionalista”.

Hoje, o São Paulo está na segunda colocação, mas a situação é complicada analisando a tabela. O time joga na altitude da Bolívia, diante do The Strongest. O time é bem mais forte que o Bolívar, rival que aplicou 4 a 3 em cima dos brasileiros na pré-Libertadores. Para piorar, a decisão da vaga acontece no Morumbi, diante da sensação do campeonato, o Atlético-MG, que, apesar de classificado, ainda joga para se classificar como o melhor primeiro colocado da fase de grupos.

Conselheiros que são contra a presença de Ney usam o fator de que o time teria três semanas para se adaptar com um novo treinador no comando. O próximo jogo na Libertadores ocorre só no dia 4 de abril, em La Paz.

Fonte: Uol

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